Vitória na Hungria permitiu a Vettel abrir 14 pontos sobre Hamilton – Sutton

 

A Ferrari fez dobradinha no GP da Hungria, disputado domingo (30), em Hungaroring, com Sebastian Vettel vencendo de ponta a ponta, seguido de Kimi Räikkönen e Valtteri Bottas, da Mercedes em terceiro. Lewis Hamilton terminou em quarto, após uma manobra semelhante a da equipe de Maranello, que, através de jogo de equipe, por mensagem via rádio, pediu que Rubens Barrichello cedesse passagem a Michael Schumacher, em 2002 (Relembre). Desta vez, no entanto, não teve vaias das arquibancadas em sinal de repúdio contra a decisão do então chefe de time Jean Todt, hoje presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

 

Completaram os dez primeiros, Max Verstappen, da Red Bull, que foi punido com 10s após se envolver num incidente de corrida com seu companheiro de equipe Daniel Ricciardo; Fernando Alonso, da McLaren; Carlos Sainz, da Toro Rosso, Sergio Pérez e Esteban Ocon, da Force India e Stofeel Vandoorne, da McLaren, respectivamente. Com o resultado húngaro, Vettel ampliou a diferença de um ponto para catorze sobre Hamilton.

 

A etapa magiar confirmou o favoristimo da Ferrari. Vettel fez boa largada e se manteve a frente, seguido por Räikkönen e Bottas. Lewis Hamilton, por sua vez, largou mal e perdeu duas posições as Red Bull de Ricciardo e Verstappen, que se tocaram e o australiano teve que abandonar por conta de um furo no radiador. O holandês forçou a ultrapassagem sobre o australiano e o toque foi inevitável. A atitude antidesportiva lhe rendeu punição de 10s.

Incidente, envolvendo Verstappen e Ricciardo é prenúncio de crise interna – Reprodução

 

Com o chega pra lá, o carro de Ricciardo ficou atravessado na pista e o carro de segurança entrou na pista, deixando-a após volta seis, com Vettel puxando o pelotão sempre seguido de perto por Räikkönen e pouco mais atrás Bottas. Hamilton até que tentou passar Verstappen, mas não obteve êxito. Aliás, se o inegavelmente rápido holandês não fosse afoito, o resultado da prova poderia ter sido outro, já que nas voltas finais ele se aproximou dos líderes, graças à ótima estratégia de troca de pneus da Red Bull de mantê-lo na pista até a volta 41. Com isso, com pneus novos, Verstappen imprimiu um ritmo mais forte que quem ia a sua frente. As paradas nas garagens foram movimentadas.

A novata e endinheirada Haas liberou o Romain Grosjean para a pista sem fixar o pneu traseiro esquerdo e com isso o piloto reclamão foi obrigado a abandonar para evitar acidente e provocar uma nova entrada do carro de segurança. Antes, na volta 31, Bottas foi o primeiro do bloco da frente a parar, e colocou pneus macios e a estratégia era ir até o fim. Só que Mercedes demorou um tempo a mais na parada do finlandês, talvez para permitir uma aproximação de Lewis Hamilton, que voltou a pista embutido na traseira do carro de seu companheiro de equipe.

Massa foi substituído por Paul Di Resta – Sutton

Vettel parou na volta 33, e teve uma parada de três segundos. Na volta seguinte, foi a vez de Räikkönen e voltou colado em Vettel, enquanto Verstappen assumiu, temporariamente a ponta da prova e só perdeu ao pagar a punição de 10 segundos para cumprir na hora da parada. Reafirmo o que tenho dito que considero o holandês um futuro campeão mundial, mas, para isso, não basta ser rápido, desconsiderar as regras do esporte, tem de ter a cabeça no lugar.

 

Para não dizer que não houve pega na pista, o duelo espanhol de Sainz e Alonso pela sexta colocação, que começou já na largada continuou após a parada para troca de pneus. O bicampeão mundial Alonso superou seu compatriota em uma bela manobra, por fora, e mostrou que ainda tem bala na agulha e com um carro a altura de sua capacidade técnica outros títulos virão. Sem dúvida.

 

Resultado desfavorável deixou Hamilton atrás na tabela – Mark Thompson/Getty Images

 

A sorte acompanhou Vettel, que tinha um problema mecânico no carro e via crescer no retrovisor o carro de Räikkönen, que por sua vez via as Mercedes se aproximando, mas, então, o jogo de equipe prevaleceu. Bottas recebeu ordem para ceder posição a Hamilton e, assim, tentar uma investida em cima das Ferraris. A Mercedes disse a Bottas que se o Hamilton não conseguisse superar o Räikkönen, iria devolver a posição ao finlandês. E assim foi. Na volta 59, Hamilton conseguiu utilizar o DRS pela primeira vez, para chegar em Kimi, mas o britânico errou e perdeu um pouco de contato em relação ao finlandês da Ferrari e foi obrigado a devolver, conforme prometido, a posição para Bottas.

 

A Fórmula 1 entra em férias e retorna dia 27 de agosto para a disputa do GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

 

Confira como está o Campeonato Mundial de Pilotos:

 

Crédito: formula1.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...