Vettel, o pole, pilotou muito e fez a Ferrari dar coice na estrela da Mercedes - Sutton Images

Vettel fez pole, interrompeu a sequência da Mercedes e impediu que Hamilton igualasse recorde de Senna – Sutton Images

 

O tetracampeão mundial Sebastian Vettel, da Ferrari, interrompeu o domínio até agora absoluto da Mercedes e vai largar na pole-position no GP de Singapura, a ser disputado domingo (20) no circuito de Marina Bay. Na primeira largará o australiano da Red Bull Daniel Ricciardo. Kimi Räikkönen, da Ferrari, cravou o terceiro melhor tempo seguido Daniil Kviat (Red Bull), que foi a sensação nos primeiros treinos livres ao marcar o melhor tempo. Esse russo promete colocar tempero na corrida. Já os pilotos da Mercedes fizeram um treino atípico pelo histórico da temporada, e forma a terceira fila com o atual líder na tabela de pontos, Lewis Hamilton, o quinto no grid, ao lado de Nico Rosberg. Os pilotos da Mercedes creditaram aos pneus o fraco desempenho nos treinos, o que não significa que farão uma corrida pífia, principalmente do inglês, que está com uma mão e meia na taça de campeão mundial deste ano.

 

Hamilton tem folga na tabela de pontos em relação a Rosberg e larga da terceira fila - Sutton Images

Hamilton e Rosberg reclamam dos pneus e vão largar da terceira fila – Sutton Images

 

A pole de Vettel fez mais estrago ao impedir que Hamilton de igualar o recorde histórico de oito poles seguidas de Ayrton Senna entre 1988 e 1989, quando o brasileiro defendia a McLaren. A Mercedes manteve a hegemonia da primeira fila por mais de um ano, interrompida apenas no GP da Áustria de 2014, quando Felipe Massa, com a Williams empurrada por motor Mercedes, saiu na frente. Além disso, esta será a primeira vez que Vettel sai da pole após sair da até então imbatível Red Bull com a qual conquistou seus quatro títulos de campeão mundial, o que ratifica que ele é, sim, diferentemente de Fernando Alonso, demitido do time de Maranello, o piloto que faz diferença.

 

Bico da Sauber lembra o da Williams, mas não funcionou, para decepção da dupla de pilotos - Sutton Images

Bico da Sauber lembra o da Williams, mas pacote aerodinâmico não funcionou, para decepção dos pilotos – Sutton Images

 

Alegria de um, tristeza de outros, entre eles, Felipe Massa, que não fez um bom treino e larga da nona posição atrás de seu companheiro de Williams, o finlandês Valtteri Bottas, o sétimo, intercalados pelo holandês da Toro Rosso, Max Verstappen, o oitavo. Completa os dez primeiros colocados Romain Grosjean, da Lotus, equipe que está prestes a ser adquirida pela Renault, que, ao que tudo indica, comprará o time, mas manterá o lendário nome criado pelo inglês Colin Chapman. Esta pode ser a última temporada do piloto franco-suíço na Lotus. Na próxima temporada ele deve guiar pela estadosunidense Haas, possivelmente ao lado do venezuelano Esteban Guitiérrez, e pode ser o trampolim para Grosjean assumir a vaga de Räikkönen, em 2017, já que o time usará todo o trem de força mecânico da Ferrari em seu ano de estreia.

 

 

Decepcionado mesmo deve estar Felipe Nasr. A Sauber estreou o tão esperado pacote aerodinâmico em Cingapura, porém não funcionou como o esperado. Tanto o brasiliense quanto o sueco Marcus Ericksson sequer conseguiram passar do Q3 e vão largar da 16ª e 17ª posição, respectivamente, à frente de Pastor Maldonado, confirmado na Lotus para a próxima temporada, e de Will Stevens e Alexander Rossi, ambos Manor-Marrusia. Entretanto, a expectativa dos pilotos da Sauber é de uma melhora a partir das próximas etapas.

 

Massa havia antecipado que a Marina Bay não era a pista ideal para a Williams. Agora ele depende de boa largada e estratégica correta do time - Sutton Images

Massa sabia que a Williams não andaria bem em Marina Bay e depende de boa largada e estratégica – Sutton Images

 

Outro time que ficou abaixo do esperado, levando-se em consideração os bons resultados obtidos nas últimas provas, foi a Force India. Nico Hülkenberg e Sergio Pérez não passaram do Q2 e largarão da 11ª e 13ª colocação no grid, respectivamente, tendo entre eles Fernando Alonso, da McLaren, que desta vez usará um motor Honda novo e mais evoluído que o de Jenson Button, que cravou o décimo quinto melhor tempo. Carlos Sainz Jr., da Toro Rosso, o 14º. Não há como negar que Alonso faz parte do pequeno e seleto grupo de pilotos excepcionais, mas também é inegável que a união da inglesa McLaren com a nipônica fornecedora de motores Honda ainda está longe daquela que no passado dominou a categoria.

 

A largada do GP de Cingapura acontece domingo, a partir da 9 horas, com transmissão ao vivo.

 

GP de Cingapura, grid de largada

(dez primeiros colocados)

 

(Crédito:formula1.com)

(Crédito:formula1.com)