Era 1º de maio de 1994. Lembro-me que levantei cedo para assistir o GP de Ímola. O domingo era, também, dia de preparar o fechamento do jornal The Brazilian Post do qual eu era sócio fundador e diretor de Redação. Cabia a mim escrever o editorial da publicação, enviar o texto por fax e uma cópia em disco, via aérea, para a sede nos Estados Unidos. Com um olho na televisão e outro no computador eu redigiria sobre assuntos relacionados com economia e política. Não redigi. Os dedos não obedeciam já que a disputa na pista prometia. Senna era o pole e ia acelerar a mal nascida Williams. Uma vitória do brasileiro poderia mudar o rumo do editorial. Esperei.   O tempo, como sempre, corria na contramão. Minha máquina de escrever, uma Imperial 1929, repousava tranquila na mesma bancada encostada na parede na qual um pôster do então tricampeão mundial denunciava minha profunda admiração pelo piloto com o qual um dia dividi pistas de kart, andando atrás, óbvio. Ele tinha Continue lendo [...]