A Stellantis acaba de criar uma nova modalidade de venda de veículos ao setor do agronegócio por meio de operações barter trade – do inglês, troca ou permuta. A nova forma de negócios contempla produtores rurais que poderão adquirir modelos da Fiat, Jeep e Ram mediante o pagamento fixo e liquidado em grãos como soja, commodity cotada internacionalmente.

 “Essa parceria inovadora incrementará as vendas da Stellantis no setor do agronegócio e permitirá aos produtores rurais a renovação de frotas e aquisição de veículos de maneira facilitada. A modalidade da operação barter trade será uma maneira ágil para fomentar negócios com produtores rurais, uma vez que utilizará uma modalidade de pagamento com a qual eles já estão familiarizados. É um modelo de negócio que oferece segurança e previsibilidade aos produtores”, afirma Fabio Meira, diretor de Vendas Diretas da Stellantis.

 As operações barter trade se baseiam na troca de mercadorias, mas são mais complexas do que a prática de escambo, historicamente conhecida. A transação ocorre envolvendo a definição do valor do bem a ser adquirido, cotação básica da commodity agrícola a ser usada como pagamento, seguro, aquisição do bem e, ao fim, liquidação financeira. 

 Nesta primeira fase do projeto, 1,2 mil produtores de soja do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Paraná e Pará foram selecionados e podem se habilitar à compra dos veículos.

Gama completa de modelos – O projeto piloto da operação de barter trade envolverá ampla gama de modelos, abrangendo veículos de trabalho e de passeio. A Fiat denominou seu programa de Agro Fácil Fiat e oferecerá as picapes Toro e Strada (exceto o modelo Volcano) e o furgão Fiorino. 

A Jeep disponibilizará seus modelos Renegade e Compass, produzidos no Brasil, e Wrangler e Grand Cherokee, que são importados, denominando seu programa de Barter é Jeep. A marca Ram, através do programa Barter Ram, oferecerá as picapes 1500 e 2500.

Setor muito dinâmico – O agronegócio brasileiro é um setor muito dinâmico da economia, fortemente atuante nas exportações e na geração de divisas, além de grande incorporador de novas tecnologias. O setor corresponde a mais de 21% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e também se destaca nas exportações e na geração de superávit na balança comercial. Tem, ainda, apresentado crescimento constante ao longo das últimas décadas e consegue manter-se estável mesmo em períodos de crise.

“O agronegócio é um parceiro estratégico com o qual queremos manter um relacionamento estável e duradouro. Por isto, estamos adotando o mesmo mecanismo de pagamentos com o qual o setor já está acostumado”, acrescenta Fabio Meira.