Seguro Auto Popular é alternativa para menos abonados - Reprodução

Seguro Auto Popular é alternativa para menos abonados – Reprodução

Para movimentar o mercado de seguros, a oferta do seguro auto popular promete aumentar em 30% a 50% a cobertura de veículos no Brasil. Essa modalidade nova já foi regulamentada em março de 2016, mas ainda não está sendo comercializada porque as seguradoras ainda estão estudando a viabilidade para seu funcionamento. Existe uma razão para que sejam tomados maiores cuidados, porque os veículos podem ser reparados, em caso de necessidade, com uso de peças usadas e também com peças do mercado alternativo, ou seja, genéricas, que logicamente são mais baratas do que as originais.

 

O seguro auto popular tem suas limitações, mas é um produto mais barato, e por isso, não tem a mesma cobertura do seguro tradicional, que continua a ser comercializado. O corretor de seguros é responsável por informar ao cliente as condições de funcionamento do seguro popular e do seguro tradicional, que é mais caro. Cabe ao cliente fazer a escolha, conforme suas necessidades, diante dessas duas modalidades (faça cotação por aqui).

 

Informação – O consumidor precisa estar ciente de todas as condições do produto que está sendo oferecido, para fazer a melhor opção. O contrato precisa especificar o que faz parte da cobertura, tanto em serviços como em manutenção, o que inclui a qualidade das peças de reposição.

 

Com o atendimento se ampliando para veículos com mais de 5 anos de uso, uma possível consequência será a falta de peças usadas originais para suprir a demanda dos novos contratos. Nesse sentido, os órgãos do setor, como o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), passaram a admitir a possibilidade de utilização de peças genéricas, pelas oficinas autorizadas, ou seja, que não são originais de fábrica. Nesse caso, é preciso que, para que o reparo do veículo seja feito com peças genéricas, o segurado autorize esse procedimento previamente, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

 

Peças genéricas – O que parece ser um gargalo para o atendimento com peças usadas é que as empresas legais de desmontagem não possuem a capacidade de atender à demanda que pode surgir com novos seguros populares. Entretanto, as peças genéricas a serem utilizadas devem seguir as estritas especificações dos fabricantes do veículo e passarão a ser uma alternativa de utilização. Somente assim os seguros populares poderão atrair novos clientes que não podem arcar com o custo de um seguro auto tradicional.

 

O consumidor precisa ter a garantia de que um reparo será feito sem que seja comprometida a segurança. Assim as peças usadas precisam ter identificação de origem e serem autorizadas pelos Detrans. Caso a substituição da peça original comprometa o desempenho ou modifique as características do automóvel, o segurado pode mover uma ação na justiça, contra a seguradora.

 

A grande questão que desafia tanto seguradoras quanto segurados é a possibilidade de peças provenientes de roubo de veículos serem utilizadas em reparos. Para evitar que isso aconteça o mais importante é o controle rigoroso da origem e utilização das peças, por parte do Detran de cada estado e das Secretarias de Transporte. Somente com esse acompanhamento existiria garantia para os contratos de segurados e para o mercado de seguros como um todo.

 

Poréns – O seguro popular deverá ser um produto interessante para quem quer fazer um seguro de automóvel gastando menos, desde que seja vendido e controlado por empresas sérias e respeitem os consumidores. O seguro popular deverá custar no mínimo de 5% 15% menos do que o tradicional. Mas dependendo da região, do modelo e ano do veículo e do perfil do segurado o desconto poderá ser maior.

 

Atualmente o seguro popular não oferece cobertura para casos de roubo, o que poderá acontecer futuramente, por pressão dos consumidores, que são constantemente sujeitos a casos de furto e roubo de veículos nas grandes cidades brasileiras. Os casos de colisão do veículo já são incluídos hoje na cobertura mínima. Para reparos poderão ser utilizadas as oficinas da rede credenciada da seguradora ou oficina da preferência do segurado.

 

Nem todas as peças a serem usadas pelas oficinas para reparos em veículos danificados poderão ser genéricas ou usadas. A seguradora precisa garantir que itens que envolvam segurança dos passageiros, como freios, airbags, suspensão e cintos devem ser novas. As peças genéricas ou usadas somente poderão se destinar a reparos na lataria, vidros, painel, entre outros.

 

Baixa renda – Nem todas as seguradoras estão trabalhando com seguros populares que utilizem peças usadas, porque ainda há dúvidas sobre a possibilidade de seu funcionamento sem ocasionar problemas com os consumidores. Mas existem outras opções de seguro auto popular que estão sendo praticadas pelas seguradoras, além do que prevê a utilização de peças usadas. É o caso, por exemplo, dos seguros para veículos antigos ou seguros parciais.

 

O seguro auto para veículos com até 25 anos de uso tem preço mais barato. O valor é cerca de 60% inferior ao seguro tradicional. A configuração do novo produto vai depender do mercado e da oferta de peças, o que somente será avaliado com o tempo.

 

Mas já existe a certeza de que o seguro popular de algumas empresas poderá ser parcelado em 10 vezes sem juros, beneficiando os consumidores das classes C e D. O produto poderá ter o desconto relativo à utilização de peças usadas e genéricas, mas também o cálculo vai considerar uma parcela menor da Tabela Fipe, de 90%, ao invés de 100%, o que vai reduzir o preço ainda mais, tornando o seguro mais acessível.

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