Acordo do Auto Oil foi assinado dia 5 - Reprodução

Acordo do Auto Oil foi assinado dia 5 – Reprodução

 

Por meio do Acordo de Cooperação Técnica 001/2016, da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do Ministério de Minas e Energia, publicado no último dia 5 no Diário Oficial da União, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) tem o papel de coordenar as discussões técnicas dos estudos da influência dos combustíveis e das tecnologias veiculares da frota brasileira nas emissões atmosféricas, assim como participa do levantamento de dados e informação científica, do aprimoramento do monitoramento e da modelagem da qualidade do ar.

 

Assinam o Acordo de Cooperação Técnica o Ministério de Minas e Energia, o Ministério do Meio Ambiente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Petrobras (Ibama) e a AEA.

 

Edson Orikassa, presidente da AEA - Reprodução

Edson Orikassa, presidente da AEA – Reprodução

Segundo Edson Orikassa, presidente da AEA, depois do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), instituído em 1986, que ainda visa impedir a deterioração da qualidade do ar que afete a saúde da população, foi preciso lançar um programa lastreado em experiências internacionais, como as da indústria automotiva e as da indústria de petróleo dos Estados Unidos, Comunidade Europeia e Japão, que investigam, há mais tempo, a influência da tecnologia veicular e da composição dos combustíveis na emissão de poluentes.

 

Embora o Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões tenha entrado em vigor esta semana, com a coordenação da AEA, ainda com o título provisório de Auto Oil, o Institutos Lactec já realizou 1.174 ensaios, em 50 veículos, 23 motocicletas e 9 motores, o que representa 89% dos testes previstos.

 

Ainda pelo Acordo de Cooperação Técnica, em trinta dias, será formado o comitê gestor que, por sua vez, terá seis meses para estabelecer o regimento interno do programa, estabelecer e implementar estratégias e diretrizes de gestão, além de formalizar a Coordenação Executiva e os Grupos de Trabalho.