A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha - Foto: Getty Images

A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha – Foto: Getty Images

A temporada de boatos está sensacional na metade final do campeonato da F1. Desta vez, se cogita o retorno de Rubens Barrichello para disputar a edição 2013 do GP do Brasil pela Sauber. Impossível? Nem tanto. Principalmente por que o rumor não correu pela “rádio paddock” e sim por uma publicação de peso, o jornal O Estado de São Paulo, que estampou a notícia sábado (28). Segundo o jornal, Barrichello não descartou a possibilidade de retornar à F1 no ano que vem e sua participação no GP do Brasil deste ano teria o apoio de Bernie Ecclestone, diretor da FOM (Formula One Management).

 

Esse não é o primeiro boato que dá conta do retorno de Barrichello à F1 e pela Sauber, que deve perder o alemão Nico Hülkenberg, talvez para a Lotus. A revista germânica Auto Motor und Sport, indica que Barrichello mantém boas conversas com a cúpula da Sauber e ainda pensa em correr na F1, levando cerca de € 10 milhões (aproximadamente R$ 30,5 milhões) de seu patrocinador pessoal, a Medley Genéricos, para aplicar no time suíço.

 

Além disso, a equipe está levando em conta toda a experiência acumulada nos 19 anos que Rubinho esteve na F1 e sua inegável capacidade de acertar carros, algo que a dupla formada pelo mexicano Esteban Gutiérrez e o novato russo Sergey Sirotkin – ainda sem a superlicença – não têm até pela pouca idade. Gutiérrez, todos sabem, leva uma parcela menor de patrocínio do bilionário Carlos Slim (leia-se: Telmex e Claro) que Sergio Pérez, hoje na McLaren.

 

 

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente - Foto: Mark Thompson/Getty Images

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente – Foto: Mark Thompson/Getty Images

Em 2014, vale lembrar, entram os motores 1,6 litro V6 e um regulamento técnico bem mais restritivo. E é tudo novo. De fato! Ou seja, ou a equipe tem uma dupla de pilotos que consiga passar informações aos engenheiros e acertar rapidamente o carro ou frequentará o fim do grid, amargando resultados ruins. Rubinho, diferentemente de Felipe Massa, que não aceita pilotar para uma equipe que não lhe ofereça condições de vencer e conquistar o título de campeão mundial voltaria como fez o heptacampeão mundial Michael Schumacher, sem outro compromisso que não acertar o carro e, aí sim, deixar a F1 de vez, talvez em 2015, mas pela porta da frente. É impossível saber por enquanto como será o pacote da Sauber para a próxima temporada e muitos menos se ela não terá Felipe Massa já que ele e Barrichello estiveram um bom tempo em Maranello e conhecem os propulsores por lá produzidos. A Sauber continuará usando motores Ferrari.

 

Muitos vão dizer que Rubinho foi um perdedor, que seu tempo passou, que é melhor ele ficar na dele na Stock Car porque perdeu a mão, que está velho, que a sorte nunca o acompanhou, entre outros. Mas os mesmos que criticam Barrichello parecem se esquecer de que ele foi por duas vezes vice-campeão mundial (2002 e 2004) na Ferrari, que foi quem largou mais vezes na categoria, atingiu a marca de 322 GPs disputados e que com a aposentadoria de Schumacher no final de 2006 fez do brasileiro o piloto mais experiente do grid. Se ele assinou contratos perversos, que o mantinham como segundo piloto, bem, isso é coisa da F1 Negócios e não cabe julgamento. Assinou tem de cumprir. Ponto!

 

 

Rubens Barrichello estreia na F1 pela  Jordan - Foto: Reprodução

Barrichello estreia na F1 pela Jordan – Foto: Reprodução

Após competir pela Brawn GP na temporada de 2009, ele foi confirmado para temporada de 2010 na equipe Williams, tendo renovado para temporada de 2011. Em 2011 Rubens disputou sua 19ª temporada, tornando-se o piloto com maior número de temporadas ininterruptas disputadas. Na temporada de 2012, após ser substituído na Williams por Bruno Senna, Barrichello não encontrou oportunidade em outra equipe e, por essa razão, não disputou o campeonato. Diante disso, ele correu Fórmula Indy em 2012, mas, por não encontrar uma equipe de ponta, ainda no mesmo ano optou por correr na Stock Car Brasil. Não gostar do piloto é uma coisa, desmerecer mérito é sinal de miopia. Ele tem condições sim de retornar – não por muito tempo, é verdade – e fazer um bom papel.

 

Especulação ou não, o Estadão não especifica quem deixaria a Sauber para Rubinho assumir o volante e nem cogita, também, que o anúncio seja uma forma de promover a F1 no Brasil. Aliás, o país corre o sério risco de não ter um representante na principal categoria do automobilismo mundial por total incompetência dos dirigentes locais, que deram as costas para as categorias de base. Seja como for, tanto faz se Rubinho alinhe e dispute bem o GP do Brasil deste ano ou tenha assento “pago” à Sauber no ano que vem. Condições de pilotar ele tem.

 

 

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy -  Foto: Reprodução

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy – Foto: Reprodução

“Só teria que treinar meu pescoço. Então já poderia entrar amanhã”, disse o ex-piloto de Ferrari e Williams, em entrevista à Auto Motor und Sport, publicada no dia 27. Barrichello estreou na F1 em 1993, defendeu seis equipes – Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams – e tem em seu currículo 11 vitórias, 14 poles e 68 pódios. Também pode ter um dedo da Globo já que a emissora tem investido pesado em anúncios sobre F1, coisa que parecia ter sido colocada em segundo plano no passado recente.

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