Rosberg sobrou em Baku e abriu vantagem sobre Hamilton no campeonato - Sutton Images

Rosberg sobrou em Baku e abriu vantagem sobre Hamilton no campeonato – Sutton Images

 

Tranquilo e confortável. Foi assim que Nico Rosberg venceu de ponta a ponta o GP da Europa, disputado domingo (19) pela primeira vez no circuito de Baku, no Azerbaijão. Sebastian Vettel, da Ferrari, terminou em segundo e Sergio Pérez, da Force India, em mais um excelente final de semana, completou o Top-3. Com a vitória, a 19ª de sua carreira, o alemão da Mercedes abriu 34 pontos de vantagem no campeonato sobre seu principal oponente, Lewis Hamilton, que terminou na quinta posição atrás de Kimi Räikkönen. Valtteri Botta, da Williams, Daniel Ricciardo e Max Versttapen, ambos da Red Bull, e Nico Hülkenberg, da Force India, formaram o Top-10.

 

Rosberg largou na frente e lá se manteve até a bandeirada - Sutton Images

Rosberg largou na frente e lá se manteve até a bandeirada – Sutton Images

 

Rosberg fez uma largada perfeita e nem tomou conhecimento de Daniel Ricciardo, em tese, o único que poderia desafiá-lo. Não houve confronto. O alemão disparou na frente e, porquê não dizer, foi mais coadjuvante do que protagonista nos embates por posições, atuação relegada para vinha atrás dele. Largando da 10ª posição, Hamilton chegou a ocupar a quarta posição, mas a sorte desta vez não acompanhou e sua escalada foi interrompida por problemas ERS em seu carro, que se estendeu por várias voltas até que ele conseguisse ajustar as configurações do sistema eletrônico para voltar a andar forte, mas aí já era tarde demais para melhorar sua posição.

 

Com problemas no recuperador de energia, Hamilton conseguiu galgar cinco posições no Azerbaijão - Sutton Images

Com problemas no recuperador de energia, Hamilton conseguiu galgar cinco posições no Azerbaijão – Sutton Images

 

Golpeado pelo carro, Hamilton viu Rosberg conquistar mais uma vitória, a quinta da temporada, e voltar a abrir vantagem no campeonato. Diferentemente do que aconteceu nas duas corridas da GP2, ambas recheadas de pancadas contra os muros, provocando entradas de carros de segurança, a da Fórmula 1, pode-se dizer, foi mais contida, apenas com raladas de rodas na proteção, como a de Felipe Nasr, mas número de ultrapassagens.

 

Ricciardo não conseguiu acompanhar o ritmo de Rosberg e sofreu com desgaste dos pneus - Sutton Images

Ricciardo não conseguiu acompanhar o ritmo de Rosberg e sofreu com desgaste dos pneus – Sutton Images

 

Ricciardo, segundo no grid, não conseguiu segurar o ímpeto de Rosberg, e manteve a posição até ver crescer no retrovisor a Ferrari de Vettel. A disputa pela segunda posição foi interessante até que sexta volta, ainda na reta de quase dois quilômetros os pneus do carro do australiano começarem a apresentar desgaste excessivo, obrigando-o a entrar nos boxes para substituição. O mesmo aconteceu com boa parte dos pilotos. Ninguém esperava que uma pista devoradora de pneus. Ricciardo trocou os compostos supermacios por macios, enquanto Vettel não tomou conhecimento do chamado para troca e se manteve na pista até o vigézimo giro e fez a substituição, uma volta antes Rosberg.

 

Räikkönen foi punido com 5s por usar mais que o limite da pista - Sutton Images

Räikkönen errou duas vezes e foi punido com 5s por usar mais que o limite da pista – Sutton Images

 

Diferentemente de Vettel, Räikkönen teve de entrar mais vezes nos boxes, numa flagrante mudança de estratégia em relação a Vettel, que manteve-se na segunda posição, mas com uma diferença de 16.6s atrás de Rosberg. Pressionado, o finlandês até poderia ter terminado em terceiro, mas cometeu um erro primário ao passar com as rodas fora da pista e pisar sobre a linha branca dos boxes sem entrar, o que lhe rendeu punição de 5s sobre seu tempo. Informado, via rádio, Perez desceu a bota e ultrapassou o piloto da Ferrari na volta final e direito a subir no pódio em terceiro. O resultado da prova talvez fosse outro se o mexicano não tivesse sido penalizado com a perda de cinco posições na largada por troca da caixa de câmbio.

 

Num ano de altos e baixos, Vettel teve bons motivos para celebrar o segundo lugar na prova - Sutton Images

Num ano de altos e baixos, Vettel teve bons motivos para celebrar o segundo lugar na prova – Sutton Images

 

Piloto do dia, Pérez fez uma largada mais conservadora para não se envolver em incidentes nas primeiras voltas. Com Hamilton colado na traseira da Force India do mexicano, mas sem conseguir ultrapassá-lo, estava evidente que o tricampeão mundial tinha problemas em seu Mercedes, que, mais tarde, foi identificado sendo no ERS e, para piorar a situação do britânico, seus engenheiros não foram autorizados para aconselhá-lo, via rádio, sobre como resolver o problema, o que o obrigou a tentar sozinho uma solução, através dos comandos no volante. Curiosamente, Rosberg disse que ele tinha um problema semelhante, mas conseguiu ajustar as configurações.

 

Pérez andou muito, foi o piloto destaque do dia e merecia chegar em segundo - Sutton Images

Pérez andou muito, foi o piloto destaque do dia e merecia chegar em segundo – Sutton Images

 

Já Bottas não poderia fazer mais do que o sexto com a Williams. Como Massa perdia rendimento por causa do desgaste de pneus, o finlandês foi obrigado a trocar de estratégia e chegar à frente do brasileiro, que teve de se contentar  em ficar de novo atrás de seu companheiro de equipe e terminar a corrida fora da zona de pontuação, já que foi ultrapassado nas voltas finais por Nico Hülkenberg. Felipe Nasr, por sua vez, sobreviveu a uma ralada contra a parede e até conseguiu ultrapassagens sobre a Haas de Romain Grosjean, e a única Renault que se manteve na prova, a Kevin Magnussen. Se não há nada para comemorar, Nasr pelo menos conseguiu completar a prova, isto é, uma volta atrás de Rosberg.

 

Apesar de muito rápido, o circuito de Baku tem trechos tão estreitos que remetem a Mônaco e Macau - Sutton Images

Apesar de muito rápido, o circuito de Baku tem trechos tão estreitos que remetem a Mônaco e Macau – Sutton Images

 

A vantagem da Rosberg no campeonato mundial salta de nove para 24 pontos. O alemão tem 141 ante 117 de Hamilton de 117, e Vettel com 96. Räikkönen conseguiu recuperar a quarta posição com o acumulado de 81 pontos contra 78 de Ricciardo e Verstappen com 54 passa Bottas (52). Pérez deixou Massa para trás. O mexicano soma 39 ante 38 pontos do brasileiro. Entre os construtores, Mercedes tem 258 pontos, a Ferrari 177, a Red Bull, 140, Williams 90 e Force India de 59.

 

A Fórmula 1 volta a se encontrar dia 3 de julho, em Spilberg, onde será disputado do GP da Áustria.

 

Confira o resultado final do GP da Europa:

(Crédito: formula1.com)

(Crédito: formula1.com)