O mercado de veículos foi um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19, mas já mostra significativo crescimento, ilustrado pelo aumento de 37,4% no total de recursos liberados para os financiamentos, totalizando R$ 146,7 bilhões até setembro/2021 – contra R$ 106,2 atingidos no mesmo período de 2020 – segundo o boletim trimestral da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).

O saldo total das carteiras – que apresenta crescimentos significativos de modo contínuo desde 2017 – registrou R$ 321,3 bilhões em setembro deste ano, um aumento de 19,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o valor foi de R$ 269,4 bilhões. O Saldo do Crédito Bancário Brasileiro alcançou o valor de R$ 4.428,8 bilhões em setembro de 2021, uma alta de 1,1% em relação ao registrado até o mesmo período de 2020 e representa 52,9% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A modalidade de crédito CDC (Crédito Direto para o Consumidor) representa a maior parte dos financiamentos, totalizando R$ 318,7 bilhões do saldo das carteiras, com aumento de 19,7% comparado ao que foi registrado até setembro de 2020, que encerrou o período com um saldo de R$ 266,2 bilhões. Já a modalidade de Leasing, que já mostrava uma menor participação no balanço anual, perdeu força, com registros de R$ 2,5 bilhões contra R$ 3,1 bilhões no mesmo período de 2020. Com este valor, a queda foi de 18,7% no saldo das carteiras.

“Houve um crescimento significativo na maior parte dos segmentos quando comparamos os números gerais com o mesmo período do ano passado. Muitos setores já apresentam índices comparáveis aos encontrados no cenário pré-pandêmico, porém ainda são necessárias cautela e, sobretudo, atentas observações a todas as movimentações da indústria”, declarou Paulo Noman, presidente da ANEF.

Financiamentos de veículos pesados apresentam alta de 3%

No setor de veículos pesados, o CDC somou – até setembro deste ano – 47% do total de meios de pagamento. Finame (20%), consórcio (4%), leasing (1%) e pagamentos à vista (28%) completam o cálculo. Como comparativo, o ano de 2020 encerrou com 44% de CDC, 32% Finame, 4% consórcios, 1% leasing e 19% à vista.

Já no setor de motocicletas, até setembro deste ano, 37% das unidades foram financiadas via CDC, 32% foram adquiridas por consórcio e 31%, à vista. Em 2020, esses números estavam divididos em 41% CDC, 28% consórcio e 31% à vista. Para veículos leves, até setembro/2021, o CDC somou 48%, consórcio 4% e pagamentos à vista, 48%. Em 2020: 52% CDC, 4% de consórcio e 44% à vista.

Houve também queda na inadimplência acima de 90 dias nos veículos adquiridos por pessoas físicas: 3,4% contra 3,5% nos financiamentos CDC e 3,8% contra 4,5% no Leasing, ambos comparados com o registrado até setembro de 2020. Os veículos adquiridos por meio de recursos livres também apresentaram uma baixa de 0,5% pontos percentuais (4,2% contra 4,7% registrado em setembro de 2020) na inadimplência.