Com vitória em Interlagos Rosberg reduziu vantagem de Hamilton - Sutton Images

Com vitória em Interlagos Rosberg reduziu vantagem de Hamilton – Sutton Images

Lewis Hamilton bem que tentou demolir, psicologicamente, seu companheiro de Mercedes Nico Rosberg, mas o alemão conseguiu segurar a barra e venceu o GP do Brasil de F1, disputado domingo (9), em Interlagos. O brasileiro Felipe Massa, da Williams, fez uma corrida consistente e terminou em terceiro, mesmo cometendo um erro de endereço na última parada para troca de pneu. O inglês ainda está em vantagem no placar geral, mas precisará chegar à frente de Rosberg na última etapa do campeonato, a ser disputada em Abu-Dhabi, no Dubai.

 

Felipe Massa terminou em terceiro e fez uma ótima corrida, mesmo com penalti por excesso de velocidade e ao errar na parada nos boxes - Sutton Images

Massa fez uma ótima corrida, mesmo com pênalti e erro nos boxes – Sutton Images

Afastado de sua habitual falta de sorte, Massa chegou à frente de seu companheiro de equipe Valtteri Bottas mesmo sendo penalizado por exceder velocidade na área dos boxes. Para sorte do brasileiro, Bottas teve de fazer uma parada extra na garagem porque o cinto de segurança soltou, o que o impediria de permanecer na prova, e se ficasse seria desclassificado pelos comissários de prova.

 

Rosberg dominou final de semana mas sabe que precisa terminar na frente de Hamilton, em Abu-Dhabi, para ser campeão - Sutton Images

Rosberg dominou final de semana mas sabe que precisa terminar na frente de Hamilton, em Abu-Dhabi, para ser campeão – Sutton Images

Não dá para dizer que o GP do Brasil foi emocionante. Não foi, mas, por outro lado, com o resultado obtido em Interlagos Rosberg deu uma apimentada na prova final, a qual terá pontuação dobrada, a exemplo do que acontece no Brasil na Stock Car. Resumindo, o campeonato continua embolado entre os pilotos da estrela solitária, as flechas de prata. Para Rosberg ser campeão terá de torcer para Hamilton não chegar em segundo, o que parece bem pouco provável.

 

Räikkönen e Alonso protagonizaram pega eletrizante no final da prova - Sutton Images

Räikkönen e Alonso protagonizaram pega eletrizante no final da prova – Sutton Images

Responsáveis por alguns momentos de disputa mais acirrada foram os pilotos da Ferrari. Fernando Alonso fungou no cangote de Kimi Räikkönen e após várias tentativas conseguiu ultrapassar o finlandês. A dupla terminou a corrida na sexta e sétima posição, respectivamente. Fora isso, a corrida foi chata, sem aquela barulheira de motores. Os carros, é verdade, não perderam velocidade, mas que os ruídos dos motores lembram os estacionários de kart indoor é inegável. A Fórmula 1 precisa se reinventar. Urgente!

 

Recorde – A F-1 foi a primeira a correr no reformado – e mutilado – Autódromo José Carlos Pace, que recebeu novo asfalto, ampliação das áreas de escape e melhorias na entrada dos boxes e área de paddock. Verdade seja dita, após amadurecerem o asfalto (leia-se: emborrachamento do piso), os tempos desabaram. O alemão Nico Rosberg cravou a pole position no treino de classificação, com direito à quebra do recorde de Rubens Barrichello, de dez anos atrás (1m10s646), chegando em 1m10s023 e tornando-se o mais veloz da história de Interlagos.

 

Entretanto, o “novo” Autódromo de Interlagos provocou dor de cabeça à Pirelli. Isso porque o asfalto e a temperatura 10ºC acima do esperado fez com que os pneus sofressem mais desgaste do que o esperado e todas as equipes sofreram, também, com bolhas nos “pés”. A fornecedora italiana fez mea culpa, mas sabe que mesmo que tivesse acertado o resultado final não seria diferente. Ou seja, um dos pilotos da Mercedes sairia de Interlagos como vencedor, como aconteceu.

 

Nasr debutará como piloto-oficial na endividada Sauber em 2015 - Getty Images

Nasr debutará como piloto-oficial na endividada Sauber em 2015 – Getty Images

Felipe Nasr – Em 2015, a boa surpresa é o ingresso no brasiliense Felipe Nasr na Sauber. Porém, eu vejo a notícia com alguns senões, a começar pela condição financeira da equipe, como da maioria dos times, em petição de miséria. Evidentemente que Nasr levará patrocínio, mas a equipe, que revelou outro Felipe, o Massa, terá de ter um pacote a altura do talento do brasileiro, duas vezes vice-campeão da GP2, categoria que antecede a F-1, e ainda piloto reserva da Williams.

 

As ausências da Marussia e da Caterham nem foram sentidas, exceto pela falta de quatro carros no grid de largada. Quem não deve ter gostado nenhum pouco foi Rubens Barrichello, que tinha conseguido patrocínio para, finalmente, fazer uma despedida da Fórmula 1, no Brasil. Rubinho ainda detém o título de maior número de largadas em 19 anos de atividade. Comenta-se que ambas estarão em Abu-Dhabi, digamos, para darem um adeus, para nunca mais. Mas como suposição não garante dinheiro em caixa…

 

A Fórmula 1 se reúne dia 23 para a última etapa do Campeonato Mundial 2014.

 

Confira abaixo o resultado do GP do Brasil:

Crédito: formula1.cpm

Crédito: formula1.com