Maria de Villota testou pela Lotus e Marussia na F1 - Foto: Paul Crock/AFP

Maria de Villota testou pela Lotus e Marussia na F1 – Foto: Paul Crock/AFP

Maria de Villota, ex-piloto de testes da Marussia na Fórmula 1, foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira em um hotel em Sevilla, na Espanha. Ela estava com 33 anos. O anúncio da morte da piloto foi feito pela família, via Facebook: “Queridos amigos, Maria nos deixou. Ela foi para o céu com os anjos. Estamos agradecidos pelo ano e meio a mais que ela pôde ficar conosco.” Ainda não se sabe o que causou a morte.

 

Segundo Carlos Garcia, presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, é possível que a morte tenha sido natural. “Só sei que sua assistente pessoal entrou no quarto e viu que Maria não se movia. Já estava morta. Parece que foi morte natural, mas não sabemos ainda”, declarou ao jornal espanhol MarcaMaria lançaria na próxima segunda-feira seu livro autobiográfico chamado A vida é um presente, em Sevilla, e participaria de um congresso voltado a universitários, em que famosos contam histórias impactantes

 

Em 2012, de Villota perdeu o olho direito enquanto testava para a Marussia no aeroporto de Duxford, na Inglaterra. Em 3 de julho, durante uma das voltas, ela perdeu o controle do carro e bateu violentamente contra um caminhão. A espanhola sofreu graves ferimentos no rosto e, em decorrência disso, perdeu o olho direito, além de perder os sentidos do olfato e do paladar. Ela conseguiu se recuperar e, no começo deste ano, voltou a dirigir carros. Maria era filha de Emilio de Villota, personagem histórico do automobilismo espanhol. Antes de testar na F-1, ela representou o Atlético de Madri na Fórmula Superliga e do Mundial de Turismo. Ela entrou no automobilismo em 2001, correndo na F3 europeia.