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O aumento na produção de veículos, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) tem impacto positivo em diversos âmbitos econômicos que se relacionam direta ou indiretamente com o mercado automotivo. A Anfape (Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças) destaca o setor de autopeças nesse cenário, tendo em vista a importância de sua movimentação como cadeia de negócios no País.

Embora a exportação tenha sido a grande responsável por este crescimento, segundo a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) e a Anfavea, o mercado interno também influenciou nesse aumento, em particular, a venda de usados, cujo incremento foi cerca de 10% no primeiro semestre do ano.

Nesse cenário de comercialização de veículos usados, importante destacar a importância das empresas independentes na preservação do valor do automóvel, pois frequentemente utilizam-se peças de reposição produzidas por elas. Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape, afirma que, quanto mais antigo é o veículo, maior é a participação do mercado independente no fornecimento das peças para reposição. “Um estudo empírico comprova que nos carros com 5 a 10 anos de uso a participação é de 30%, de 10 a 15 anos o índice sobe para 50%, de 15 a 20 anos o valor chega a 85% e acima de 20 anos dispara para 95%”.

Apesar de alguns especialistas discutirem se a melhora do setor automotiva representa a melhora da economia do país como um todo, Monteiro acredita que esse resultado indica sim recuperação. Como seria evidente, “os resultados positivos do mercado automotivo impulsionam outras indústrias, influenciando diretamente aquelas que contribuem para tal setor. A indústria de autopeças representa uma parcela significativa e pode ser um dos motores da retomada do crescimento econômico no país devido a sua representatividade no PIB (Produto Interno Bruto) nacional”.