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A técnica de remover os amassados da lataria dos veículos sem repintar, surgiu na Europa há cerca de 40 anos. Dentro das montadoras brasileiras era chamado de DSP – Desamassamento Sem Pintura. Aos poucos esta modalidade de trabalho ganhou as ruas e um novo nome Martelinho de Ouro, numa referência ao metal macio e precioso, pois com um martelo, de forma apropriada e de baixo peso, é possível dar precisão aos acabamentos na parte afetada.

 

Mas como saber se o que aconteceu ao seu veículo cabe um reparo feito pelo martelinho de ouro? Quem explica é Samuel Leite, especialista e proprietário da Martelinho Brasileiro. “A técnica nasceu para reparos pequenos, batidas leves ou quando você pega uma chuva de granizo, mas hoje o ferramental disponível no mercado, propicia ao profissional lidar com batidas maiores, desde que os danos não tenham prejudicado a pintura, ela tem quer estar intacta, sem riscos ou fissura.

 

O ideal é fazer uma visita ao martelinho para verificar o ocorrido. Outra dica é que, conforme o local do impacto, ele não fornece acesso às ferramentas necessárias e o reparo não poderá ser feito, um exemplo é quando a pessoa passa direto pelo pedágio e a cancela pega na coluna do carro, local considerado de segurança”, explica Leite.

 

O conserto realizado pelo martelinho tem um custo menor, se comparado ao de uma funilaria convencional e o tempo de serviço também é menor. Outra vantagem é que mantendo a originalidade, seu veículo continua valorizado.

 

Mercado – Versátil, o martelinho oferece diversas oportunidades de trabalho. Quando o mercado automotivo está em alta, o ideal é focar em concessionárias que por estarem movimentando os estoques consequentemente investem na manutenção dos veículos.

 

Hoje a frota de veículos brasileira possui idade média de dez anos e o mercado de seminovos continua aquecido. Outro nicho são as lojas de veículos usados e o particular, que opta pela conservação de seu carro, investindo em manutenção.

 

 

#elasimnomartelinho – As mulheres têm aumentado sua representatividade e inovado nas formas de trabalho. Elas estão descobrindo novas oportunidades de negócios para serem explorados. As mulheres estão descobrindo uma nova profissão – Martelinho de Ouro. Esse é o caso de Claudia Dinis da Silva, de Hortolândia/SP, sua escolha se deu por vários motivos, mas o principal foi voltar ao mercado de trabalho e ter um salário digno.

 

Segundo o Sebrae, o empreendedorismo feminino tem crescido e representa mais de 50% da transição de carreira. Pesquisam também apontam que o empreender para as mulheres vem acompanhado da oportunidade de exercer uma atividade que traga satisfação pessoal; é ter uma vida com mais propósito, algo que traga mais valor ao mundo e a elas.

 

“Fazer o que se gosta, sentir-se realizada e ver que as pessoas admiram meu trabalho me enchem de prazer”, explica Claudia. Neste ponto o martelinho consegue oferecer esta possibilidade, já que você define o seu horário e é o seu esforço, como em qualquer outra profissão, que vai fazer a diferença no resultado prático do martelinho.