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Maior empresa de fretamento aéreo do Mundo, a inglesa ACS – Air Charter Service viu aumentar em 30% sua demanda por conta do Covid-19. Repatriamento de funcionários e turistas aos seus países de origem e voos de carga essenciais são os principais fatores deste crescimento. Baseada em São Paulo, a diretora Executiva da ACS para a América do Sul, Ana Benavente, fala sobre projeções e o impacto do vírus no transporte aéreo.

“Um dos primeiros e maiores impactos comerciais do Covid-19 foi o setor de voos comerciais, com cancelamentos de inúmeras rotas por parte das linhas áreas regulares, restrições e fechamento de fronteiras. Diante desta crise, o setor de fretamento está vendo picos consideráveis de negócios”.

Segundo a executiva, está difícil prever o que acontecerá de fato com o segmento da aviação comercial que vive uma situação inédita, como a maior parte das empresas. “Muitos operadores ao redor do mundo estão na expectativa dos anúncios de governos, ou já demitindo, renegociando salários, groundiando aeronaves ou até parando suas operações indefinidamente”.

Com a redução da malha aérea no mundo todo, o fretamento segue como alternativa de locomoção e entregas. “Essa é uma tendência que deve se manter em alta por mais 2-3 meses, no mínimo, e inclusive após o período de crise do vírus”, projeta Benavente.

Nos últimos dias, no Brasil, a ACS, tem feito o envio constante entre estados de funcionários que estão levantando hospitais de campanha, além do transporte de cargas médicas. Globalmente, a empresa já colaborou na repatriação de mais de 7.000 funcionários de volta aos seus países, além de fazer o fretamento de bens essenciais. “Repatriamos 600 funcionários de uma única empresa que estavam na África para o Brasil, só para citar um exemplo”, comenta Ana Benavente.

Pela Air Charter Service um voo fretado dentro do Brasil pode ser possível de se realizar com até 2 horas de antecedência. Um voo internacional vai depender dos permits (permissões, em livre tradução) necessários para o país de destino, que podem levar até sete dias. “Mas as autoridades em geral estão sendo solidárias e mais flexíveis nesta época de Covid-19″, comenta.

“Estamos concentrando todos os esforços para agilidade no processo e trabalhando 24 horas por dia. Queremos, nessa hora tão importante, colocar nossa expertise à disposição dos que sofrem e também apoiar o comércio global”, afirma a executiva. Expertise angariada pela empresa nestes 30 anos executando diversos voos humanitários em casos de guerras, catástrofes e acidentes naturais como tsunamis e terremotos.

A Air Charter foi fundada em 1990, no Reino Unido, e está presente no Brasil desde 2011. Tem 27 escritórios presentes em seis continentes que continuam repatriando grupos de trabalhadores e turistas aos seus países, além de possibilitar o transporte de suprimentos médicos, alimentos e outra ampla variedade de cargas urgentes.