A fórmula Hamilton vence, supera Senna em número de vitórias, e Mercedes é campeã de Construtores 2015 - Sutton Images

Hamilton vence, supera Senna em número de vitórias, e Mercedes é campeã de Construtores – Sutton Images

 

Barbada! Essa palavra resume perfeitamente a atuação do inglês Lewis Hamilto, vencedor do GP da Rússia disputado domingo (11) no circuito de Sochi. Seu principal oponente, o alemão Nico Rosberg, abandonou a prova na sexta volta com problemas no acelerador, e permitiu a seu companheiro de equipe passear pelo circuito e superar Ayrton Senna em número de vitórias. Fora isso, a punição de 30s imposta a Räikkönen na batida que deu em Bottas, deu o título bicampeã mundial de Construtores à Mercedes.

 

Em segundo lugar chegou o alemão da Ferrari Sebastian Vettel, que com o resultado deixa para trás seu compatriota da Mercedes na tabela de pontos. O pódio foi completado pelo mexicano da Force India Sergio Pérez, que foi de certo modo privilegiado pela lambança provocada pelo finlandês da Ferrari Kimi Räikkönen, que encheu a lateral da Williams de Valtteri Bottas. (Veja o vídeo abaixo – Crédito: SONYboy)

 

Com o triunfo na terra dos czares, Hamilton soma agora 302 pontos com 66 pontos de vantagem sobre Vettel (236) e 229 de Rosberg, que começa a dar adeus à possibilidade de brigar pelo título de campeão mundial desta temporada contra Hamilton. Os Felipe Nasr e Massa, apesar de largarem do meio para o final do pelotão, correram feito lambaris ensaboados não se envolvendo em acidentes na primeira curva, quando Nico Hülkenberg rodou sozinho e levou a Sauber de Marcus Erickson junto, provocando a primeira entrada do carro de segurança. Com o incidente, Romain Grosjean, da Lotus, e Max Verstappen, da STR, tiveram pneus furados. Melhor para os brasileiros.

 

Com atuações limpas, Massa, que largou da 15ª posição, ganhou 11 postos e terminou a corrida em quarto, enquanto Nasr ganhou cinco para terminar a prova em sétimo. Na primeira relargada, Hamilton manteve a primeira posição seguido por Bottas, Räikkönen, Vettel, Pérez, Kvyat, Ricciardo, Nasr, Massa e Maldonado. Foi então que a 15ª etapa do Mundial ganhou contornos de corrida de carros.

 

Na 12ª volta, Grosjean acelerou mais que o carro, perdeu o controle, demoliu a Lotus na barreira de pneus e forçou a entrada do carro de segurança pela segunda vez. A maioria dos pilotos aproveitaram para efetuarem trocas de pneus, menos Nasr e Massa, que permaneceram na pista com os pés cravados no acelerador. O brasiliense, naquele momento, chegou a figurar na terceira posição.

 

Na relargada, Sebastian Vettel deu o pulo do gato em cima de Räikkönen, que vendeu caro a terceira posição. Foi um duelo digno, envolvendo entre dois campeões. Vettel passou o finlandês e partiu para cima de Bottas, que imprimia um ritmo forte e dava sinais que poderia se não brigar pela vitória obter seu melhor resultado na temporada, um segundo e honroso segundo lugar. Não conseguiu. A Ferrari foi mais rápida que a Williams no trabalho de garagem e Bottas foi obrigado a fazer uma corrida de recuperação.

 

Momento que a Force India de Hülkenberg virou porter da bailarina Sauber de Marcus Ericsson - Sutton Images

Momento que a Force India de Hülkenberg virou porter da bailarina Sauber de Marcus Ericsson – Sutton Images

Na estratégia acertada, Sergio Pérez, da Force India, e Daniel Ricciardo, da Red Bull, subiram para a terceira e quarta posições, respectivamente, enquanto os brasileiros, cujas equipes decidiram por retardar as trocas de pneus, caíram de posições, mas não a disposição. Nasr desceu o sapato na Sauber e soube administrar o ímpeto de Massa, mantendo-se à frente do piloto da Williams, que era pressionado por Räikkönen até que Carlos Sainz Jr, que perdeu o freio dianteiro e bateu no mesmo ponto da pista onde, no sábado, destruiu sua STR a dez voltas do final da prova. Momento “só por Deus!”: um fiscal entrou na pista pouco antes da passagem da Ferrari de Vettel para recolher um pedaço da asa traseira do carro do espanhol, mas saiu ileso. Melhor para Massa, que subiu para a sexta posição, e Nasr, para oitavo. Mas a sorte dos brasukas sorriria mais.

 

Bottas e Räikkönen tinham pela frente, na terceira posição, a Force India de Sergio Pérez, que dava sinais claros de rendimento inferior. Assim, os dois finlandeses duelaram, tirando um pelinho de segundo aqui outro acolá, e quando conseguiram deixar para trás o mexicano, com Bottas visivelmente mais eficiente teve sua Williams abarrotada pela Ferrari do compatriota. Resultado: Bottas ficou fora da zona de pontuação e Räikkönen terminou em quarto, com o assoalho de seu carro soltando mais faísca do que buscapé em festa de São João.

 

Duelo de Vettel e Räikkönen foi no braço. Melhor para o alemão - Sutton Images

Duelo de Vettel e Räikkönen foi no braço. Quem levou a melhor foi o alemão – Sutton Images

O piloto da casa, Daniil Kvyat não fez uma apresentação qual as anteriores e terminou em quinto seguido de Nasr, Maldonado – que desta vez não se envolveu em nenhuma acidente –, Massa, Jenson Button e Fernando Alonso, ambos da McLaren. Só que a panca de Räikkönen em Bottas foi julgada pelos fiscais de pista e mudou resultado final. O finlandês da Ferrari foi punido com 30s, caindo da quinta para a oitava posição e com isso, somou apenas quatro pontos para a equipe e deu de presente o título de campeã mundial de Construtores à Mercedes. Fernando Alonso, da McLaren, também foi punido e cedeu a 10ª posição a Max Verstappen, da STR.

 

Vitória de Hamilton na Rússia o coloca em larguíssima vantagem sobre Vettel e mais próximo do tri - Sutton Images

Vitória de Hamilton na Rússia o coloca em larguíssima vantagem sobre Vettel e mais próximo do tri – Sutton Images

Após o término da corrida, os dois finlandeses foram posteriormente chamados as falas para justificarem o motivo da colisão. Räikkönen alegou que tinha sido um incidente de corrida em sua opinião. “Eu estava em seu encalço (de Bottas) durante a corrida, e na última volta consegui aproximação. Como eu não estava muito longe e fui para cima e não podia recuar. Eu não sei se ele me viu ou me esperava. Tentei colocar o bico do carro por dentro da curva para ultrapassá-lo. Para mim, estava correndo, eu tentei passar e, infelizmente, terminou como em um acidente de corrida”, alegou o ferrarista.

 

No entanto, a versão de seu compatriota Bottas, foi bem diferente. “Eu não acho que foi um incidente de corrida. Eu não vi Räikkönen, pois eu estava na frente e, de repente, alguém me bateu. É muito decepcionante, obviamente – eu estava em terceiro na última volta, eu deveria estar no pódio, mas eu estou aqui e sem marcar ponto Eu só estou desapontado”, afirmou o piloto da Williams.

 

A Fórmula 1 se reúne novamente dia 25 em Austin, onde será disputado o GP dos EUA.

 

GP da Rússia,  resultado final:

 

 

 

(Crédito: formula1.com)

(Crédito: formula1.com)