Hamilton venceu em casa - Reprodução/Reuters

Hamilton venceu em casa e abriu vantagem sobre Rosberg – Reprodução/Reuters

Lewis Hamilton venceu o GP da Inglaterra, disputado domingo (5) no Circuito de Silverstone. Em segundo cruzou a linha de chegada seu companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg seguido do tetracampeão mundial Sebastian Vettel, da Ferrari. O resultado da prova poderia ter sido diferente se a Williams não tivesse cometido um erro grotesco de estratégia de troca de pneus quando a chuva caiu sobre a pista e tirou a oportunidade de Felipe Massa de, no mínimo, terminar a prova na terceira posição. O brasileiro, frustrado, terminou em quarto e Bottas em quinto. Se Massa trocasse os pneus na mesma volta que Hamilton o resultado da prova poderia ter sido outro. Resumindo, a Williams quer voltar a ser grande, mas ainda pensa e age como uma equipe pequena.

 

Massa largou como um torpedo,  mas a Williams errou feio na estratégia - Sutton Images

Massa largou como um torpedo, mas a Williams errou feio na estratégia de troca de pneus – Sutton Images

A largada de Massa e Bottas foi sensacional, daquelas de fazer cair o queixo de quem acompanha automobilismo, ao deixar a dupla da Mercedes para trás. Foi como se a Williams tivesse um estilingue. Numa rápida lembrança, a Williams lembrou a Renault nos tempos de Flávio Briatore, tendo ao volante Fernando Alonso e Nelsinho Piquet. Mas, ainda comparando, era uma equipe de fábrica e a equipe de Sir Frank Williams é cliente da Mercedes. Massa liderou a etapa por 20 voltas, conseguindo, inclusive, segurar Bottas, que foi avisado pela equipe para não entrar na disputa pela primeira posição. Não foi exatamente algo “Massa is so faster than you”, mas lembrou a ridícula – e vergonhosa – mensagem via rádio da Ferrari.

 

É inegável a superioridade dos carros da equipe da estrela solitária e que a briga pelo título está entre seus pilotos, os demais são meros coadjuvantes. Porém, boas colocações envolvem dinheiro grande e quem melhor se colocar terá também mais oportunidades de desenvolvimento dos carros para não só as etapas seguintes, mas para a próxima temporada. Vale a máxima do automobilismo que diz: no money no track (sem dinheiro sem corrida, em livre tradução). A Williams, que não está com caixa no azul, errou e não foi uma, mas duas vezes já que Vettel parou antes e conquistou a terceira posição nos boxes. Fica o registro.

 

O mesmo comportamento da Williams vale para Valtteri Bottas, que conseguia, na pista, imprimir um ritmo de corrida, então, acima dos carros da Mercedes. Bastou entrar atrasado nos boxes, e com pneus de chuva perder rendimento. Massa terminou a corrida com mais de 25s de vantagem sobre ele, que no começo da prova, auxiliado pela abertura da asa traseira andou embutido, junto com Hamilton, em Massa. Atrás de Bottas chegaram Daniil Kyviat, da Red Bull, Nico Hülkenberg, da Force India, Kimi Räikönen, da Ferrari, Sergio Pérez, da Force India. Completou o top 10 Fernando Alonso, da McLaren, que terminar a prova e marcar pontos.

 

Câmbio da Sauber pifou e Nasr não largou em Silverstone - Sutton Images

Câmbio da Sauber pifou e Nasr não largou em Silverstone – Sutton Images

A garoa forte que caiu sobre Silverstone foi decisiva, um divisor de águas, literalmente, para  estabelecer e reforçar as ordens de força na Fórmula 1. A Mercedes, não resta dúvida é não por acaso, a melhor de todas seguida da Ferrari, que alinhou seus carros na terceira fila, não cometeu erro e se firma na segunda posição. A Williams é a terceira, porque as demais estão muito aquém. Felipe Nasr sequer conseguiu largar. Sua Sauber apresentou problema de câmbio na volta de apresentação e o brasilense acompanhou a corrida dos boxes. A McLaren, então, está no último círculo do Inferno de Dante.

 

As McLaren, agora empurradas por motores Honda, pilotadas por Fernando Alonso e Jenson Button só conseguiram se posicionar a frente dos carros da Manor Marussia, um resultado pífio se comparado com seu passado, se envolveram em um incidente de corrida logo na primeira volta. Button ficou parado, enquanto Alonso conseguiu voltar à prova. Mesma mancada cometeram Romain Grosjean e Pastor Maldonado, ambos da Lotus, que não tiveram sorte e foram obrigados a abandonar a corrida, uma das melhores da temporada até agora.

 

Com a vitória no GP da Inglaterra, Lewis Hamilton agora soma 194 pontos com vantagem de 17 sobre Rosberg. Sebastian Vettel é o terceiro com 120 pontos, Räikkönen 72, Bottas tem 67 e Massa 62 com a dupla da Red Bull, formada por Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat com 36 e 19 pontos, respectivamente.

 

A Fórmula 1 volta a se encontrar no dia 26 de julho, para a disputa do Grande Prêmio da Hungria, em Hungaroring. A etapa da Alemanha não acontecerá já que não houve acordo financeiro entre a organização e a FOM (Formula One Management).

No pódio inglês, Rosberg (e), Hamilton e Vettel - Sutton Images

No pódio inglês, Rosberg (e), Hamilton e Vettel – Sutton Images

 

 

GP da Inglaterra, resultado final:

 

(Crédito: formula1.com)

(Crédito: formula1.com)