Hamilton pilotou muito e venceu em Cingapura ajudado com o abandono Rosberg - Reprodução

Lewis Hamilton pilotou muito e venceu em Cingapura ajudado com o abandono Rosberg – Reprodução

Lewis Hamilton experimentou domingo (21) o triplo sabor da vitória ao ver seu companheiro de equipe Nico Rosberg abandonar a corrida com problema no volante de direção ainda na largada, vencer de ponta a ponta o GP de Cingapura e reassumir a liderança no Mundial. O inglês fez uma prova perfeita ao percorrer as 60 voltas – a corrida terminou no limite de tempo de duas horas – praticamente em ritmo de classificação da segunda parte até o final da prova. Quem deve estar coçando a cabeça é Rosberg, que tinha 22 pontos de vantagem na classificação, correu apenas 14 voltas, e agora faltando cinco etapas do fim, ver Hamilton com 241 pontos e ele com 238. Evidentemente que a diferença é mínima entre ambos, mas Hamilton está aparentemente mais motivado. Completou o pódio em Cingapura os dois pilotos Red Bull Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, segundo e terceiro, respectivamente, seguidos por Fernando Alonso, da Ferrari, e o brasileiro Felipe Massa, da Williams, em quinto lugar. Destaque para o brasileiro, que terminou à frente de seu companheiro de equipe Valtteri Botas e levou o carro até o final com um jogo de pneus bem desgastados.

 

Não era o dia de Nico Rosberg, que foi recolhido e largou dos boxes com problema eletrônico no volante - Sutton Images

Não era o dia de Nico Rosberg, que foi recolhido e largou dos boxes com problema eletrônico no volante – Sutton Images

Diferentemente dos anos anteriores, o GP de Cingapura teve só uma intervenção do carro de segurança do 31º ao 36º giro por causa de um enrosco entre Adrian Sutil, da Sauber, com Sergio Pérez, da Force India. Porém, o dia não era mesmo de Rosberg, que alinhou o carro no grid como líder, mas sequer saiu para a volta de apresentação já que estava com um problema eletrônico no volante, e assim teve de largar dos boxes. O problema se repetiria. O alemão da Mercedes não conseguia controlar as marchas e imprimia um ritmo cerca de cinco segundos mais lento que o líder Hamilton. A equipe fez uma terceira troca do volante na primeira parada para troca de pneus, mas não teve jeito e o piloto abandonou a corrida.

 

Sobrou caco de asa dianteira de Pérez por todo canto após se enroscar com Adrian Sutil - Sutton Images

Sobrou caco da asa dianteira do carro de Pérez por todo canto após se enroscar com Adrian Sutil – Sutton Images

Sem seu principal adversário, Hamilton manteve na liderança na largada e a manteve até o final com uma apresentação de gala. Atrás, Fernando Alonso largou bem e deixou para trás Daniel Riccardo, da RBR, para assumir a segunda posição, mas a festa durou pouco. O espanhol foi obrigado a devolver a posição ao australiano do time rubro-taurino por ter cortado a primeira curva. Felipe Massa fez uma largada conservadora e perdeu duas posições para Jenson Button e Kevin Magnussen, ambos da McLaren, mas conseguiu recuperar o sexto lugar por conta de uma disputa desastrosa entre os mclarianos. Tinha mais por vir. Massa abriu a janela para a primeira troca de pneus na 11ª volta e assumiu a quinta posição quando Kimi Räikkönen, da Ferrari, fez sua parada.

 

Inspirado e com uma condução agressiva, Alonso assumiu a segunda posição de Ricciardo na 28ª volta, durante a segunda troca de pneus. Mas três voltas depois ocorreu uma mistura de tintas entre Sergio Pérez, da Force India, com Adrian Sutil, da Sauber. O mexicano teve o bico do carro esmigalhado, e forçou assim a entrada do carro de segurança, que lá permaneceu por seis voltas. Estava, portanto, mantida a tradição em Cingapura, prova que nunca foi corrida sem ao menos uma entrada do carro de segurança. Quem se deu bem, com isso, foi Riccardo recuperou o terceiro posto de Alonso durante a terceira troca de pneus.

 

Para manter a tradição de Cingapura, o carro de segurança apenas uma vez na pista - Sutton Images

Para manter a tradição de Cingapura, o carro de segurança apenas uma vez na pista – Sutton Images

Ainda líder na relargada, Hamilton desceu a botina para abrir distância dos demais já que a equipe não aproveitou a entrada do carro de segurança para fazer mais uma troca de pneus e o inglês estava com sua Mercedes calçada com pneus supermacios. O inglês sabia que não conseguiria se manter na pista com os pneus se deteriorando a cada volta e enquanto aguentou abriu distância frente aos concorrentes, que por sua vez aliviaram o pedal do acelerador para conseguirem terminar a corrida sem terem de fazer mais uma parada nos boxes.

 

Hamilton, então, voou sobre o circuito de Marina Bay e só entrou nos boxes no final da corrida. Sebastian Vetter, que vinha numa disputa ferrenha com seu companheiro de equipe, único a vencer por três vezes a poderosa Mercedes, e Alonso, assumiu a primeira posição por algumas curvas, até que o inglês reassumiu a liderança e garantiu a vitória que lhe levou a liderança na tabela de pontos no Mundial de Pilotos. O campeonato está longe de ser definido. O título, é certo, será de um dos pilotos da Mercedes. Só não se sabe quem.

 

A Fórmula 1 se reúne novamente dia 5 de outubro no circuito de Suzuka, no Japão.

 

F1, GP de Cingapura, resultado final:

Crédito:formula1.com

Crédito:formula1.com

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