Haddad e Ecclestone entram em acordo - Foto: Reprodução

Haddad e Ecclestone entram em acordo, Interlagos será reformado – Foto: Reprodução

Depois de muita conversa, intervenção em licitações, o Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, continuará abrigando uma etapa da Fórmula 1 até 2020. Após uma longa negociação, envolvendo o chefão da F1 Bernie Ecclestone e o prefeito da capital Fernando Haddad, foi acertada a renovação do contrato, mas condicionada a uma reforma do circuito. Entre as mudanças exigidas por Ecclestone ao prefeito está a construção de um novo prédio em que ficarão os boxes na Reta Oposta, onde os carros alinharão para largada, e o recapeamento da pista.

 

Pelas estimativas iniciais, a prefeitura deverá algo em torno de R$ 150 milhões de reais, mas, como sempre, deve ficar pelo menos 25% mais cara. Pelo acordo, o autódromo, devidamente reformado, deve estar à disposição da F1 a partir de 2015, o que significa que as competições locais serão suspensas durante 2014 inteiro. A prefeitura não anunciou o prazo entre o início e a entrega da obra.

 

 

Bernie esteve em Santa Catarina. Pressão ou intenção - Foto: Divulgação

Bernie esteve em Santa Catarina. Pressão ou intenção – Foto: Divulgação

A pressão da FOM (Formula 1 Management) não é de hoje. Equipes e pilotos reclamam todo ano do espaço reduzido no paddock e nos boxes de Interlagos, que nem de longe se parecem com as demais pistas do calendário, as quais têm assinatura do arquiteto Hermann Tilke, responsável por obras faraônicas. O circo da F1, enquanto espetáculo e praça de negócios, pede maior infraestrutura nas áreas exclusivas das equipes (hospitality center). Ecclestone aumentou a pressão por mudanças em 2012 e chegou a anunciar negociações para transferir a etapa de São Paulo para outras praças.

 

Pode ter sido apenas pressão psicológica, mas, antes da corrida de 2012, Ecclestone visitou as dependências do Parque Beto Carrero, em Penha (SC), que pretende construir um moderno autódromo, e chegou a se reunir com o governador Raimundo Colombo. A prefeitura de São Paulo sentiu o golpe, claro, afinal a F1 está entre os três maiores eventos da cidade em termos de movimentação de negócios e arrecadação. O acordo, finalmente, foi selado, mas como fica o antigo traçado, às moscas, ou será que continuará tudo como está porque só interessa ao governo municipal algo eu renda ao cofre público, hein?