Rosberg espocou champanhe com sabor de tequila na vitória com jeitão de carta marcada - Sutton Images

Rosberg espocou champanhe com sabor de tequila na vitória com jeitão de cartas marcadas – Sutton Images

 

Nico Rosberg venceu de ponta a ponta o enfadonho, sonífero mesmo GP do México, disputado domingo (1º) no belo, porém travado Autódromo Hermanos Rodriguez, e se colocou novamente na vice-liderança do campeonato mundial de pilotos. Coube ao alemão, que não sofreu ataque do agora tricampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton, a tequila e o sombreiro no alto do pódio, onde também esteve o finlandês Valtteri Bottas, da Williams, que deu um toque em seu compatriota ferrarista Kimi Räkkönen no final da prova Confira no final deste artigo (Crédito: Alejandro Tum).

 

Esta foi a quarta vitória de Rosberg nesta temporada, marcada pela hegemonia da equipe Mercedes, e agora acumula 272 pontos contra 251 de Sebastian Vettel, da Ferrari, para quem o final de semana foi marcado por erros de pilotagem e uma batida sem maiores consequência, exceto, perder a vice-liderança na tabela de pontos na escorregadia pista mexicana.

 

Sem querer ser pentelho, apenas pontual, os pilotos da equipe Mercedes deram pinta de terem assinado acordo de cavalheiros após o GP do Estados Unidos, quando Hamilton arremessou sobre Rosberg o boné de segundo colocado sobre Rosberg, uma mostra talvez emocionada pela conquista do terceiro título de campeão mundial, e no México não demonstrou disposição para lutar pela vitória. O inglês fez papel de escudeiro para o alemão, para quem resta, como prêmio de consolação, lutar pelo vice-campeonato contra Vettel, que errou além da conta no circuito mexicano e perdeu a vice-liderança com a Ferrari cravada no muro de proteção (veja o vídeo abaixo. Crédito: AQF).

 

Ainda sem ter definida qual unidade de força usará na próxima temporada, a Red Bull, empurrada pelo esculhambado propulsor Renault, fez o que pôde para que o rápido russo Daniil Kvyat e o sempre sorridente australiano Daniel Ricciardo concluíssem a etapa na quarta e quinta colocações, respectivamente. A “eficiência” do propulsor gaulês se não foi preponderante como nas temporadas anteriores, e que rendeu a Vettel quatro títulos, também não foi das piores. Se a rádio paddock estiver certa, a marca francesa volta como equipe em 2016 para, quem sabe, contrariar a opinião de Christian Horner, que desceu o cacete no motor.

 

O Grande Prêmio do México foi, além de um arrastado desfile de carros em fila indiana, uma comemoração pelo retorno da categoria para o público local, que lotou e vibrou a cada passada do piloto local Sergio Pérez, da Force India, que terminou a etapa num honroso oitavo lugar atrás de seu companheiro de equipe, o alemão Nico Hülkenberg.

 

Piloto mais rápido da temporada com 364,4 km/h com a adoção das unidades de força V6 turbo, Felipe Massa, da Williams, foi de novo mais lento que o finlandês Bottas, e não pode creditar à equipe e nem o equipamento pelo resultado aquém do esperado. O outro brasileiro, Felipe Nasr não confirmou sua bela estreia, este sim, por ter um pacote pouco eficiente e com orçamento restrito da suíça Sauber. Os freios, um dos problemas crônicos do carro, acabaram e determinaram o fim da participação do brasiliense na etapa.

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