No pódio, Räikkönen não sorri, enquanto Hamilton comemora e Rosberg, derrotado na pista e fora dela, sabe que precisa de estabilidade emocional para disputar o título - Sutton Images

No pódio, Räikkönen (e) não sorri, enquanto Hamilton comemora e Rosberg, derrotado na pista e fora dela, sabe que precisa de estabilidade emocional para disputar o título – Sutton Images

Lewis Hamilton, da Mercedes, não tomou conhecimento da concorrência e venceu o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, disputado domingo (19) no circuito de Sakhir, e disparou na tabela de pontos do Mundial de Pilotos. Foi a terceira vitória em quatro corridas do inglês na temporada, a 36ª de sua carreira na F1. Em segundo lugar chegou Kimi Räikkönen, da Ferrari, seguido pelo visivelmente abatido alemão da Mercedes, Nico Rosberg.

 

Hamilton repetiu seu desempenho no GP da China e dominou todo final de semana, enquanto seu companheiro de equipe se viu as voltas com a evolução da Ferrari. Tanto assim que no final da etapa não teve condições de segurar o ímpeto de Räikkönen, destaque do dia, e teve de ceder à segunda posição na última volta da prova se valendo do momento em que os pneus da flecha de prata do alemão estavam completamente degradados. Räikkönen, que ainda negocia seu contrato para permanecer na equipe de Maranello no próximo ano, acelerou uma barbaridade para receber a bandeira quadriculada a três segundos de Hamilton.

 

Faisqueira da placa de titânio colocada sob os carros é bonita, porém artificial. Vettel foi o 5º colocado - Sutton Images

Faisqueira da placa de titânio colocada sob os carros é bonita, porém artificial. Vettel foi o 5º colocado – Sutton Images

Se a sorte sorriu para o finlandês o mesmo não se pode dizer para seu companheiro de equipe, o tetracampeão mundial Sebastian Vettel, que dividiu a primeira fila com Hamilton, mas não conseguiu acompanhar o ritmo de corrida do inglês. Para complicar, o alemão da Ferrari ainda teve de fazer uma parada extra nos boxes para trocar o bico do carro, que sofreu uma avaria durante a prova, perdeu rendimento e terminou na quinta posição, atrás do combativo finlandês Valtteri Bottas, da Williams, que, com o resultado, está apenas um ponto atrás de Felipe Massa, que não teve um final de semana dos melhores. Nasr também não foi bem e terminou a prova barenita na 12ª colocação.

 

Massa teve um final de semana ruim. Chegar em 10º é motivo para comemorar - Sutton Images

Massa teve um final de semana ruim. Chegar em 10º é motivo para comemorar – Sutton Images

O problema de Massa começou antes da largada. Seu carro simplesmente apagou e o brasileiro teve de largar dos boxes, anunciando ele teria de fazer uma prova de recuperação alucinante. Não conseguiu. A 6ª posição de largada foi para o brejo e levou junto todas as possibilidades de abrir vantagem no placar em cima de seu principal rival no momento, seu companheiro de time. Não conseguiu. Terminar na 10ª posição, portanto, não foi o pior dos mundos. O ponto obtido o manteve a frente de Bottas. Só isso.

 

Nasr fez o que pode com a Sauber, mas perdeu disputa com Massa e Hülkenberg nos boxes - Sutton Images

Nasr fez o que pode com a Sauber, mas perdeu disputa com Massa e Hülkenberg nos boxes – Sutton Images

Considerado até agora o melhor novato na categoria, Nasr, da Sauber, largou em 12º e terminou na mesma colocação. Apesar da colocação não ser exatamente uma maravilha, o brasiliense fez o que pode com um carro sabidamente limitado, porém soube administrar bem a disputa com Nico Hülkenberg, da Force India, e Massa, da Williams. Sem contar com um serviço de boxe de primeira, Nasr perdeu a disputa na saída dos boxes, mas conseguiu concluir a prova na frente de seu companheiro de Sauber, o sueco Marcus Ericsson (14º).

 

Alonso, único da McLaren a largar no Bahrain, levou carro no braço a 11ª posição - Sutton Images

Alonso, único da McLaren a largar no Bahrain, levou carro no braço a 11ª posição – Sutton Images

Meio milagre – Quem apostou que a McLaren era carta fora do baralho é melhor rever o conceito. Com carga de potência liberada pela Honda, o bicampeão mundial Fernando Alonso carcou o pé direito no acelerador e por pouco não marcou o primeiro ponto do time de Woking na atual temporada. O carro, é verdade, continua com rendimento abaixo da média, mas o espanhol demonstrou no braço que as coisas podem mudar a partir da chegada da F1 no continente europeu.

 

Único carro da equipe a largar – Button ficou de fora da corrida devido a um colapso elétrico –, o espanhol, que largou na 14ª colocação fez uma corrida simplória para terminar na 11ª colocação. Evidentemente que este não foi o resultado dos sonhos de Ron Dennis, o chefão da equipe, mas demonstrou que uma vez acertado, o carro pode, sim, disputar posição do meio para frente do pelotão. Está claro, também, que a McLaren não está ainda em condições técnicas de ser a terceira força no campeonato, atrás de Mercedes e Ferrari, mas uma disputa com a Williams, por que não?

 

O motivo de Alonso quase marcar um ponto é de certo modo um alívio para a equipe, que recebeu sinal verde da Honda para liberar potência da unidade motriz antes de começar a fase europeia, dia 10 de maio, em Barcelona, onde será disputado o GP da Espanha. Esperar que o milagre se complete e a McLaren botar no chinelo a líder Mercedes só se houver uma intercessão celestial, mas que poderá encostar na Williams e talvez na Ferrari, isso sim é possível.

(Credito: formula1.com)

(Credito: formula1.com)