Boato sobre cessão de direitos para FoxSports micou  - Foto: Getty Images

Boato sobre cessão de direitos para FoxSports virou mico – Foto: Getty Images

Está decidido. A Globo continuará com os direitos de transmissão da F1 no Brasil. O anúncio aconteceu no Jornal Nacional, segunda-feira (23), que salientou a renovação das cotas com as seis empresas patrocinadoras. São elas: Mastercard, Renault, Petrobrás, Santander, Schincariol e Tim, os mesmos das últimas três temporadas, sendo que cada cotista investiu algo como R$ 62 milhões. O anúncio da emissora surpreendeu por conta dos rumores que davam como certo que ela cederia os direitos à FoxSports, o que acabou não acontecendo.

 

A renovação das cotas, entretanto, não tem nada a ver com presença de brasileiros na principal categoria do automobilismo mundial. Felipe Massa ainda está com destino indefinido, mas deve encontrar emprego, e a promessa Felipe Nasr, atualmente na GP2, apesar do apoio declarado do mandatário da F1, Bernie Ecclestone, ainda pode ficar mais um tempo distante da divisão principal do esporte a motor. Fora isso, a renovação dos contratos garante às marcas exposições não só nas transmissões ao vivo, mas também nas inserções em programas jornalísticos, no dominical Fantástico e nos intervalos antes das reportagens.

 

Na prática, o investimento das marcas em propaganda é diluído pelo número de inserções, independentemente da presença de brasileiros ou não. A questão da queda vertical de audiência da F1, portanto, é o que menos importa e pode-se afirmar que quem acompanha as corridas passa a ser “audiência qualificada” (leia-se: a que é fiel à emissora e eventualmente compra produtos das marcas expositoras).

 

Por outro lado, a dúvida sobre a sobrevivência do “produto F1” ficou desinteressante pela queda de interesse do telespectador e a desconfiança gerada pela transmissão da Copa do Mundo no Brasil virou pó. Mais que isso, Ecclestone sabe que mesmo com a queda do interesse do brasileiro pela F1, o Brasil foi em 2012 o maior mercado televisivo da categoria no mundo. Entra na jogada, portanto, o jogo interesses comerciais mesmo sem que o país tenha um representante capaz de vencer corridas, algo que não acontece desde 2009, sacou?.