O campeonato será disputado em São Paulo e os organizadores esperam grid cheio

Pilotos amadores e profissionais, cujos sonhos de correrem sempre teve distanciamento por contencioso financeiro não têm mais motivos para ficarem fora das pistas. Uma nova categoria – nem tão nova assim -, a Fórmula Vee Brasil, chega com o propósito de unir competição e custo baixo, permitindo assim aumentar o número de pilotos no grid de largada. Sucesso em vários países, a categoria escola é empurrada por motor e câmbio Volkswagen (sim, aquele mesmo que equipava o Fusca, a Brasília e a Kombi), praticamente originais de fábrica. A categoria, na prática, resgata o que foi no passado a Fórmula Vê, implantada pela teimosia e a duras penas pela revista AutoEsporte. Ganhou, entretanto, visibilidade em âmbito nacional com a entrada do Fitti-Vê, criação dos irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi nos anos de 1960.

 

Os pais da Fórmula Vee Brasil. Na foto da esquerda para a direita de pé, Felipe Serson Zullino, Joaquim Lopes Jr, o Mestre Joca, Luiz Eduardo Monis, Roberto da Silva Zullino. Sentados, Francisco Zurk e Francisco Crivelari

O carro da Fórmula Vee Brasil terá um único chassi, o Naja, e é vendido em kits sem motor nem câmbio. O Kit Básico, composto por chassis, apoios de motor e câmbio, caixa de direção, suporte de bateria e facões da suspensão traseira requer um investimento de R$ 3,8 mil. O kit de Montagem Rápida inclui todos os itens do Kit Básico, adicionando tanque de combustível, assoalho em alumínio, parede corta fogo em alumínio, trambulador de marchas e pedaleira regulável a um de R$ 6,1 mil. Se o piloto ou a equipe tiverem um dinheirinho a mais e não quiser perder tempo pode comprar o Kit Montagem Rápida com carenagem por R$ 8,8 mil.

 

Segundo a FVBR, empresa responsável pela implantação e desenvolvimento da categoria, todos os kits podem ser parcelados em até 3 vezes sem juros diretamente ao fabricante homologado pela organização. Tanto o regulamento técnico como esportivo serão regidos pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e Fasp (Federação de Automobilismo de São Paulo).

A proposta é atender as necessidades de pilotos amadores ou experientes com toda segurança das maiores categorias internacionais. Apoio técnico e fornecedores diversos contribuem para a igualdade da categoria, onde um bom acerto e um bom piloto realmente fazem a diferença na pista.

Presente e Futuro – A categoria renasce para tomar seu lugar de campo de desenvolvimento de pilotos e equipes em competições de monopostos no país, sempre aliado ao baixo custo. Tem tudo emplacar. Com regulamento técnico restritivo, o piloto que sair do kart não precisará ir direto para a Fórmula 3, cujo custo é exorbitante e o campeonato claudicante, ou partir para tentar a sorte na Europa.

A empresa FVBR desenvolveu e patenteou o projeto do carro, batizado de NAJA. O Formula Vee NAJA foi projetado através de diversas análises de carros do mundo inteiro, utilizando as melhores práticas de cada um a fim de desenvolver o melhor e mais seguro carro de Formula Vee da atualidade. A fim de assegurar a acessibilidade e competitividade da categoria, todos os componentes do carro (exceto motor, câmbio e suspensão dianteira) são tabelados e podem ser adquiridos exclusivamente por intermédio da organização.

Os carros da Formula Vee Brasil utilizam mecânica simples e em versão standard. Ou seja, motores VW boxer de 1,6 litro de quatro cilindros contrapostos, carburação dupla Solex 32, pneus radiais 195/50 montados em  rodas de aro de 15 polegadas, suspensão dianteira com catraca, freios dianteiros a disco e tambor na traseira. Para empurrar a “baratinha” outra criação brasileira, o etanol.

Esta configuração pode gerar 90HP, que aliado ao baixo peso do conjunto do carro, confere uma relação Peso/Potencia média de 4 quilos por HP, deixando o carro muito ágil e competitivo, podendo chegar a mais de 200km/h. Este posicionamento busca conferir segurança, competitividade e baixo custo. A aquisição de toda parte mecânica, da montagem e finalização carro é de responsabilidade do piloto. A FVBR pode oferecer assessoria técnica aos pilotos na montagem do carro mediante solicitação. O valor estimado do carro montado é de R$15 mil, ou seja, um investimento inferior ao de um kart de competição.