Lewis Hamilton foi insuperável em Monza mesmo com ordem dos boxes para acelearr o ritmo de corrida para manter vitória se recebesse punição por pressão irregular do pneu traseiro esquerdo - Reprodução/Reuters

Hamilton foi insuperável em Monza mesmo com ordem dos boxes para acelerar para manter vitória se recebesse punição por pressão irregular do pneu traseiro esquerdo – Reprodução/Reuters

 

Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio da Itália, disputado domingo (6) em Monza e ampliou ainda mais a vantagem na tabela de pontos sobre seu companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg, que não pontuou em decorrência, pela primeira vez, de um motor pifado faltando duas voltas para o final. Sebastian Vettel, da Ferrari, terminou em segundo seguido do brasileiro Felipe Massa, da Williams, que conseguiu segurar no braço o finlandês Valtteri Bottas. Com o triunfo em Monza, o atual bicampeão mundial contabiliza 40 vitórias em sua carreira, e agora tem uma vantagem de 53 pontos na tabela de geral sobre Rosberg.

 

Hamilton não enfrentou problemas para dominar o final de semana. Equilibrado, agora com os cabelos descoloridos, o britânico fez uma largada perfeita e manteve o controle da etapa, enquanto seu companheiro de equipe e principal rival para a conquista do título de campeão da temporada, Nico Rosberg, caiu para a sexta posição e o ferrarista Kimi Räikkönen para último, mas fez uma extraordinária corrida de recuperação para terminar em quinto.

 

Massa fez mais uma ótima largada e terminou em terceiro mesmo pressionado por Bottas - Sutton Images

Massa fez mais uma ótima largada e terminou em terceiro mesmo pressionado por Bottas – Sutton Images

De novo, Felipe Massa, fez uma boa largada, ganhou posições e terminou o primeiro giro em terceiro, tendo em seu encalço Bottas, que terminou a prova na quarta colocação, embutido na traseira do carro do brasileiro. De desacreditada a promessa de resultados surpreendentes, a Force India conseguiu levar seus dois pilotos à zona de pontuação, com Sergio Pérez e Nico Hülkenberg terminando na sexta e sétima posições, respectivamente. Daniel Ricciardo, da Red Bull, Marcus Ericsson, da Sauber, e Daniil Kvyat, da Red Bull, completaram o top 10.

 

Nasr não foi bem e se envolveu em acidente com Maldonado - Sutton Images

Nasr não foi bem e se envolveu em acidente com Maldonado – Sutton Images

Felipe Nasr, da Sauber, não foi bem. Largou da 11ª posição, mas teve de entrar nos boxes para trocar o bico do carro ao colidir na primeira curva com o sempre desastrado Pastor Maldonado, da Lotus, e cair para as últimas posições e terminar em 13º atrás dos pilotos da Toro Rosso Carlos Sainz e Max Verstappen, respectivamente.

 

Motor do Mercedes de Rosberg explodiu - Reprodução/Twitter

Motor do Mercedes de Rosberg explodiu – Reprodução/Twitter

DR nos boxes – Apesar de ser dona absoluta da temporada, a Mercedes teve seu primeiro momento de atrito nos boxes. Toto Wolff, o chefão do time, em conjunto com Niki Lauda e o presidente da marca avisaram por rádio para Hamilton ser rápido, mas não forçar o propulsor, e que a explicação para tal mando seria dada após o encerramento da etapa. Sem entender direito, Hamilton cumpriu a ordem. Porém, o motivo pode ter sido o abandono de Rosberg com o motor estourado e em chamas a duas voltas da bandeirada.

 

Para não dizer que tudo foi céu de brigadeiro para o britânico vencedor em Monza, os comissários de prova decidiram investigar a pressão dos pneus do carro da Mercedes e ficou constatado que o traseiro esquerdo estava pressão abaixo do determinado pela Pirelli. A decisão por manter a vitória demorou cerca de três horas após o término da etapa. A justificativa foi de que a alteração aconteceu durante a troca, quando os pneus são retirados dos cobertores e, com isso, pode ter gerado o problema. Daí o pedido da equipe para Hamilton aumentar o ritmo, pois se ele tivesse de pagar punição com tempo ainda assim manteria a conquista. Meno male!

 

O clima dentro da Lotus, adquirida pela Renault, que retorna à categoria para tentar resgatar com equipe própria a credibilidade arranhada pelos resultados negativos e reclamações constantes de fraco desempenho de motor de sua principal cliente, a Red Bull, que no próximo ano deverá ser empurrada com propulsores da Mercedes. Romain Grosjean e Pastor Maldonado terminaram nas 19ª e 20ª posições, respectivamente, se arrastando pela pista.

 

Já a McLaren vive um inferno astral sem precedentes após a troca do motor Mercedes pelo nipônico Honda. Jenson Button só conseguiu superar as mancas Manor Marussia de Will Stevens e Roberto Merhi, enquanto Fernando Alonso (18º) nem terminou. Ou seja, a McLaren ou reage até o final da temporada ou será relegada a timinho no próximo ano, para desespero do egocêntrico asturiano, que, sem opção após ser demitido da Ferrari, ver os carros vermelhos, os quais criticou veemente durante sua passagem por Maranello.

 

No pódio, Hamiton (centro), com cabelos descoloridos, Vettel (e) e Massa- Andreas Solaro/AFP

No pódio, Hamiton (centro), com cabelos descoloridos, Vettel (e) e Massa- Andreas Solaro/AFP

Confira abaixo o resultado final do GP da Itália:

(Crédito: formula1.com)Confira abaixo a tabela de pontos do Campeonato Mundial de Pilotos:

(Crédito: formula1.com)

(Tabelas – Crédito: formula1.com)