Da esquerda para a direita, Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea, o represente da Chevrolet  e Joel Silveira Leite, da AutoInforme - Divulgação

Da esquerda para a direita, Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea, o represente da Chevrolet e Joel Silveira Leite, da AutoInforme – Divulgação

Com apenas 8,5% de depreciação em um ano, o Chevrolet Onix foi o automóvel melhor avaliado no Prêmio Maior Valor de Revenda, da Agência AutoInforme. Embora o estudo de depreciação seja desenvolvido há mais de dez anos, a partir dos levantamentos da Molicar, é pela primeira vez que a AutoInforme faz a premiação, com o objetivo de estimular montadoras e importadoras a valorizar seus próprios produtos e, por consequência, preservar os investimentos dos consumidores finais.

 

Outros quinze veículos foram contemplados pelo Prêmio Maior Valor de Revenda, respectivamente em suas categorias: Renault Master (Comercial – 10,7%), Fiat Palio Fire (Entrada – 10,9%), Volkswagen Golf (Hatch Médio – 10,3%), Fiat 500 (Hatch Premium – 12,4%), Chevrolet Spin (Minivan – 12,7%), Honda Fit (Monovolume – 11,7%), Fiat Palio Weekend (Perua – 13,8%), Fiat Strada (Picape Pequena – 11,2%), Toyota Hilux (Picape Média – 13,2%), Hyundai HB20S (Sedã Pequeno – 11,6%), Toyota Corolla (Sedã Médio – 12,7%), Ford Fusion (Sedã Grande), Ford EcoSport (Utilitário Esportivo Pequeno – 11,1%), Honda CRV (Utilitário Esportivo Grande – 11,9%) e o próprio Chevrolet Onix na categoria Hatch.

 

A pesquisa considerou os 100 modelos e versões zero km mais vendidos. Além das marcas/modelos vencedores desta 1ª edição do Maior Valor de Revenda, foram analisados modelos das marcas Audi, Chery, Citroën, JAC, Jeep, Kia Motors, Land Rover, Lifan, Mercedes-Benz, Mini, Mitsubishi, Nissan, Peugeot e Suzuki. Segundo Joel Leite, idealizador do prêmio e diretor da Agência AutoInforme, “esse estudo vem sendo feito há mais de dez anos, em parceria com a Molicar, e este ano resolvemos transformá-lo num prêmio, um reconhecimento às marcas que tiveram os seus carros entre os de Maior Valor de Revenda em 2014”, para quem “em vez de questionar por que um carro perde valor, deveríamos perguntar por que um carro mantém um valor de mercado tão alto e por tanto tempo”.

 

Segundo Leite, um carro com um ano de uso pode perder de 7% a 25% do valor inicial - Foto: Roberto Parizotti

Segundo Leite, um carro com um ano de uso pode perder de 7% a 25% do valor inicial – Foto: Roberto Parizotti

Em sua avaliação, Joel Leite considera que o carro é um dos raros bens de consumo que continua valorizado depois de sair da loja. E a manutenção do seu valor depende de vários fatores, muitas vezes sem a menor lógica: um carro com um ano de uso pode perder de 7% a 25% do valor inicial e a diferença pode aumentar ainda mais com o avanço da idade. “A depreciação depende de vários fatores: do tamanho do carro, da marca, da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, ao segmento, a origem, ao fato de ter grande volume de venda, à sua aceitação no mercado”, enfatiza Leite.

 

O estudo de depreciação de veículos automotores feito pela Agência Autoinforme, com base na cotação da Molicar, é o indicador dos ganhadores do prêmio Maior Valor de Revenda 2014. A comparação foi feita entre o preço praticado do carro zero km em novembro de 2013 e o preço do mesmo carro (portanto com um ano de uso) doze meses depois. Foram considerados os preços praticados no mercado de carros zero em novembro de 2013 e não os preços de tabela. O estudo considera as diversidades ocorridas no mercado na época da cotação – como a disponibilidade do produto, os bônus concedidos pelas fábricas e repassados ao consumidor, entre outros fatores – eliminando eventuais distorções de preços provocadas por essas ações.

 

Foram eliminados os carros que tiveram modificações consideráveis nos últimos doze meses, para que a comparação não comprometesse o resultado do estudo. Como critério de escolha dos participantes, foram considerados os 100 carros mais vendidos no Brasil. Para o diretor da Molicar, Vitor Meizikas Filho, cada segmento tem suas características, seja pela finalidade de utilização, tecnologia, ou até pela aura emocional do momento, ligada a determinada marca ou modelo.

 

“No caso de veículos comerciais, picapes e utilitários esportivos a baixa depreciação é reflexo direto da robustez, qualidade e suporte da rede autorizada disponível no pós venda e assistência técnica”, elucida Meizikas. “Nos modelos de entrada, minivans e monovolumes, a menor depreciação é reflexo do volume de vendas do zero. Se existe a preferência é porque a relação custo x beneficio é o melhor, diminuindo assim a depreciação. E no caso de modelos hatchs e sedãs, o que garante o bom valor de revenda é a tecnologia embarcada e arrojo no desenho”, conclui.

 

Confira os participantes:

Divulgação

Divulgação