Skip to content

RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

Archive

Category: Opinião
Quando a imprensa diz que a Fórmula 1 precisa se reinventar não é por acaso. A queda de audiência mundial, de certo modo, explica a necessidade de os comandantes (neste caso, leia-se: mandatários e chefes de equipes) acharem algum motivo. A bola da vez e o sistema de suspensão interligado, o tal FRIC, que gerou reclamação de equipes do “pessoal do puxadinho” do grid. A FRIC não é nenhuma novidade, mas quem não conseguiu desenvolver o artefato, no caso as equipes pequenas, acreditam se tratar de algo ilegal e seu possível banimento. Veio a grita. Entre as equipes menores, por enquanto, não houve acordo e ninguém conseguiu provar que o sistema responde pelo extraordinário rendimento da Mercedes ante as rivais. Charlie Whiting, diretor de provas da FIA, Charlie Whiting, enviou um comunicado às equipes alertando que novas análises conduzidas pela entidade constataram que o sistema pode ser ilegal. Será que é ilegal mesmo?   Como equipe de fábrica da Mercedes ressuscitou Continue lendo [...]
Parece que a FOM (Formula One Management) e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) se tocaram que a Fórmula 1 como está não dá para continuar. O Conselho Mundial da FIA se reuniu quinta-feira (26), em Munique, e aprovaram mudanças nos regulamentos técnico e esportivo da F1 para 2015, a começar pelo fim dos pavorosos bicos de gonzo, a redução do número de testes e do número de motores que poderão ser utilizados no próximo campeonato. Tem mais. As relargadas paradas após as intervenções do carro de segurança, que, a meu ver, parece bem questionável.   Na nota divulgada após a reunião, a FIA afirma que as alterações nas regras que especificam as dimensões do bico dos carros visam melhorar a segurança e o aspecto estético das peças. Como assim, as peças não foram aprovadas nos testes de impacto? Quanto a melhora na estética, tudo bem, já que se os bicos se assimilam ao gonzo também suscitam outras interpretações ligadas ao órgão sexual feminino. Continue lendo [...]
A perda de 50 milhões de telespectadores, aparentemente, não faz Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Formula One Management), a empresa que detém os direitos comerciais e de imagem da F1, que nem pensa em voltar os olhos aos novos meios de comunicação, particularmente os alojados na internet. A queda vertical de audiência mundial da F1 na TV na temporada 2013 está no relatório anual de audiência global da FOM. Será cegueira ou medo do novo?   Alegar que Ecclestone é tapado ou que o peso de seus 83 anos o impedem de ver o mundo novo é duvidoso. Porém, fazer vista de moco e achar que a F1 se encerra em si mesma e acreditar que ela continuará a ser um produto que se vende sozinho está errado. O sinal amarelo está piscando, caso contrário as emissoras de televisão e países sede não estariam dando voltas para encontrarem patrocinadores dispostos a colocar dinheiro bom e grande em produto, no mínimo, claudicante. Portanto, merece atenção.   É bem verdade que Continue lendo [...]
Era 1º de maio de 1994. Lembro-me que levantei cedo para assistir o GP de Ímola. O domingo era, também, dia de preparar o fechamento do jornal The Brazilian Post do qual eu era sócio fundador e diretor de Redação. Cabia a mim escrever o editorial da publicação, enviar o texto por fax e uma cópia em disco, via aérea, para a sede nos Estados Unidos. Com um olho na televisão e outro no computador eu redigiria sobre assuntos relacionados com economia e política. Não redigi. Os dedos não obedeciam já que a disputa na pista prometia. Senna era o pole e ia acelerar a mal nascida Williams. Uma vitória do brasileiro poderia mudar o rumo do editorial. Esperei.   O tempo, como sempre, corria na contramão. Minha máquina de escrever, uma Imperial 1929, repousava tranquila na mesma bancada encostada na parede na qual um pôster do então tricampeão mundial denunciava minha profunda admiração pelo piloto com o qual um dia dividi pistas de kart, andando atrás, óbvio. Ele tinha Continue lendo [...]
A reforma do autódromo de Interlagos, em São Paulo, começará a passar por reformas no meio deste ano para se adequar às exigências da Fórmula 1, mas não como havia sido acertada por contrato com a FOM (Formula One Management), empresa responsável pelos direitos da categoria máxima do automobilismo. A proposta era de construção de novos boxes e paddock na reta Oposta, onde seria, também, o ponto de largada. A intervenção, porém, foi descartada pela administração Fernando Haddad (PT-SP), prefeito municipal de São Paulo. Ficou o dito pelo não dito.   Segundo a organização do GP do Brasil, o paddock, os boxes e o ponto de largada serão mantidos na localização atual e não vão mais para a reta Oposta, como previsto anteriormente, e que foi alvo de reclamação recorrente da F1 pelo espaço reduzido. O custo total da reforma, estimado em R$ 160 milhões, valor está garantido pelo Ministério do Turismo, dentro de um pacote que envolve um total de R$ 260 milhões, Continue lendo [...]
Debaixo de uma garoa fina e persistente, a Stock Car abriu domingo (23), no circuito de Interlagos, a temporada que marca os 35 anos de história da categoria máxima do turismo nacional. Foi uma corrida diferente, de 50 minutos de duração, incluindo troca de pilotos na metade da prova. Os vencedores foram o estreante Felipe Fraga e o convidado dele, Rodrigo Sperafico. A dupla Valdeno Brito/Jeroen Bleekemolen terminou em segundo e Marcos Gomes/Mauro Giallombardo em terceiro. A primeira prova na história da Stock Car com troca de pilotos teve outra marca importante: com 18 anos de idade, Fraga tornou-se o mais jovem piloto a vencer na mais importante categoria do automobilismo nacional. Que bom! Por que?   Apesar de receber muita evolução técnica desde sua criação, em 1979, a Stock Car, não teve o mesmo ritmo de adesão de novos pilotos. O grid veio sendo formado por nomes conhecidos dos fãs, a maioria de pilotos cujas carreiras internacionais – e mesmo nacional – foram Continue lendo [...]
A súbita e surpreendente evolução do RB10 de Daniel Ricciardo, da Red Bull, que durante dos testes da pré-temporada era um saco de problemas, ao conquistar a segunda colocação no GP da Austrália, e depois desclassificada, teve, para muitos, um sotaque de desonestidade. O fluxômetro, aprovado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) apresentou problemas de variação, que, pelo regulamento, deve controlar a injeção de combustível no limite de 100 kg/h. Sinceramente, eu discordo. Se os sensores do fluxômetro apresentaram disparidades, fora substituído, e mais tarde recolocado nos carros da equipe rubro-taurina, erraram todos, e manchou ainda mais a imagem desgastada da F1.   Os comissários avisaram a equipe sobre o problema e exigiram que ela controlasse o dispositivo. Mas como, se o mesmo apresentava variação de comportamento? No meu entender, se os fluxômetros dos carros de Ricciardo e do tetracampeão Sebastian Vettel estavam bichados, o correto seria Continue lendo [...]
Se os roncos dos motores não chegam a emocionar, a nova Fórmula 1, repaginada nos três dias de testes da pré-temporada, pelo menos por enquanto, fica no meio termo entre decepção e frustração completa. A perda de dois cilindros – a “nova” F1 agora é obrigada, por regulamento a usar motor V6 turbo – trocou a gritaria afinada de barítonos e tenores por baixos sopranos castratis com eventuais estribilhos, mas sem jamais alcançar oitavas, como há 25 anos, quando esse tipo de propulsores brindava os torcedores com pancadas no peito e sensacionais línguas de fogo, além de alcançarem insanos 1.300 cavalos de potência. Isso é passado. Os roncos agora são abafados, com se tivessem colocado travesseiros nos escapamentos. Ficou sem graça!   Nos testes de Jerez de la Frontera, as equipes mostraram carros no mínimo esquisitos, de novo, por força de um regulamento restritivo dentro de uma categoria por onde passa rios de dinheiro. Um erro? Talvez sim, talvez não. A Continue lendo [...]