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Diante da greve dos caminhoneiros e todos os seus desdobramentos, a população brasileira começou a repensar sobre a dependência de combustíveis para o bom funcionamento da nossa sociedade. Com diversos postos sem gasolina, álcool ou diesel, o desespero foi evidente, filas enormes mostravam o quanto esses produtos são essenciais na nossa rotina. Diversas tarefas que nos parecem tão simples e comuns foram temporariamente suspensas por falta de combustível. Mas e se tivéssemos carros elétricos? Provavelmente, o impacto da greve seria menor. Apesar de existirem, esses modelos ainda é minoria nas ruas, pelo menos aqui no Brasil.

 

Em diversos países já é previsto o encerramento da produção de veículos movidos a combustíveis fósseis, tais como: China e Coréia do Sul (2020); Canadá, Estados Unidos, Noruega e Holanda (2025); Áustria e Índia (2030); Escócia (2032); Inglaterra e França (2040). No Brasil, o Projeto de Lei 304/2017 prevê banir os carros com motores a combustão a partir de 2030, mas os altos impostos envolvidos na negociação dos veículos elétricos em solo brasileiro tornam essa meta bem distante da realidade.

 

Importação – A empresa brasileira Hitech Electric, localizada na cidade de Pinhais, na grande Curitiba, comercializa veículos elétricos e iniciou este ano o projeto de importação e comercialização de seus produtos. Com portfólio composto de veículos de passageiros com capacidade de dois ou quatro lugares, além de caminhões 100% elétricos, a companhia tem como missão ofertar conceitos e benefícios da mobilidade moderna, porém de forma acessível, desenvolvendo tecnologias para economias emergentes, como o Brasil.

 

Destaque no ramo de carros movidos a eletricidade no Brasil, a Hitech está arriscando no mercado internacional e contou com o apoio da Asia Shipping, empresa multinacional integradora de logística, para avaliar o seu projeto de expansão e apontar as melhores oportunidades para a empresa. De acordo com a AS, foi realizado um estudo tributário-operacional, que demonstrou a maior viabilidade das operações da Hitech pelo estado de Santa Catarina.

 

“Desta forma, orientamos a abertura da filial da empresa neste estado, e estruturamos a operação na modalidade por conta e ordem de terceiros, obtendo assim benefícios estratégicos para o nosso cliente. Além disso, conduzimos ainda o Customs Compliance (Conformidade Aduaneira, em português), validando classificações fiscais, correta descrição da mercadoria, entre outros. A AS tem orgulho de participar desse projeto baseado na sustentabilidade e mobilidade urbana”, explica.

 

Apesar de carros com autonomia de até 350 km, tempo de carregamento de 6 à 8 horas e preço popular, a primeira montadora nacional de carros elétricos tem como expectativa comercializar apenas mil unidades dos seus veículos até o final de 2018. Evidentemente é um número inferior aos milhares vendidos mensalmente pelas montadoras de carros comuns, porém grandioso se comparado a apenas 5,9 mil unidades de veículos elétricos ou híbridos já existentes no país.

 

Como pioneira nesse mercado, a Hitech ainda tenta conscientizar a população sobre os benefícios de veículos como os seus, que além do aumento da qualidade de vida e sustentabilidade, gera economia para os motoristas, visto que com apenas R$4,50 de energia elétrica é possível recarregar o carro, enquanto nos postos de combustível, o valor é correspondente apenas a 1 litro de gasolina.

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