Chuva desabou sobre o circuito de Ruapuna - Divulgação

Chuva desabou sobre o circuito de Ruapuna, o que fez da corrida uma loteria – Divulgação

 

A maioria dos pilotos que participam do Toyota Racing Series são bem jovens, alguns campeões em seus países, mas precisam adquirir experiência para almejarem postos em categorias superiores. Participar de um torneio internacional é, portanto, de fundamental importância. A terceira etapa do Toyota Racing Series, disputada na manhã deste domingo (17) em Christchurch, no sul da Nova Zelândia, foi debaixo de chuva e foi vencida pelo indiano Jehan Daruvala, que largou do 15º posto e assumiu a ponta duas voltas antes da bandeira vermelha que interrompeu a corrida depois de um acidente com Pedro Piquet, que saiu ileso. O melhor brasileiro foi Bruno Baptista, que terminou oitavo, e Rodrigo Baptista (HTPro Nutrition) recebeu a bandeirada na 13ª posição.

 

Rodrigo Baptista teve resultados abaixo do esperado, mas ganhou experiência - Divulgação

Rodrigo Baptista teve resultados abaixo do esperado, mas ganhou experiência – Divulgação

 

“Infelizmente tive problemas quanto tive que entrar nos boxes para mudar os pneus de piso seco para chuva. Os mecânicos levantaram o carro para a troca e deixaram o carro cair. Demorou muito até recuperar o carro e perdemos uma volta”, lamentou Rodrigo Baptista. Essa é uma variável externa ao cockpit do piloto com a qual ele terá de se acostumar. Evidentemente que não é agradável. Piloto que é piloto quer brigar pela ponta, disputar freadas nas entradas de curva e receber a bandeira quadriculada em primeiro, mas isso nem sempre acontece. Faz parte do aprendizado.

 

Bicampeão da Fórmula 3 Brasil, tudo que Pedro Piquet conquistou foi um segundo lugar e se envolveu numa batida - Divulgação

Bicampeão da Fórmula 3 Brasil, tudo que Pedro Piquet conquistou foi um segundo lugar e se envolveu numa batida – Divulgação

 

A segunda etapa, disputada horas antes foi vencida pelo inglês Lando Norris. Na terceira etapa ele largou da pole, liderou 15 voltas, mas caiu para quarto nas duas últimas voltas por estar usando pneus slicks na forte chuva e sair da pista. Depois ainda foi punido em 30 segundos por ter voltado para a pista de forma perigosa. Em segundo chegou Pedro Piquet. Bruno Baptista terminou em nono, enquanto Rodrigo Baptista recebeu a bandeirada apenas na 16ª posição.

 

“Larguei da 19ª e última posição e ganhei três posições. Dei uma escapa na chuva e depois de duas voltas ganhei mais quatro posições. Só que o bico do meu carro ficou avariado e pediram para eu entrar no box pra trocá-lo. Na volta eu já estava muito longe do pelotão e só cumpri o restante das voltas”, explicou Rodrigo, que nem participou da primeira etapa por causa de um furo no radiador.

 

Com piso molhado os pilotos tiveram dificuldades de permanecerem na pista - Divulgação

Com piso molhado os pilotos tiveram dificuldades de permanecerem na pista – Divulgação

 

Com um final de semana cheio de percalços, Rodrigo Baptista fez uma avaliação de suas três primeiras das 15 provas que disputará em cinco finais de semana seguidos com o Fórmula Toyota. “Não consegui aproveitar muito esta primeira rodada por conta de vários problemas. Na primeira tive um quebra antes da largada, a segunda corrida não foi muito boa, e nesta última tivemos o problema do pit. Mas acho que vou ganhar muita experiência aqui, principalmente por ter várias corridas em pouco tempo”, avaliou o piloto.

 

O Toyota Racing Series prossegue no próximo final de semana (23 e 24/1) no Teretonga Park Raceway, em Invercargill, na Nova Zelândia. O certame utiliza monopostos com chassi do Fórmula 3 italiano Tatuus, com motor Toyota de 1.800 cc, produzindo 215 hp de potência, câmbio sequencial de seis marchas e pneus Michelin. Os motores e sistemas de gerenciamento de computador são selados, e os 19 pilotos estão divididos em apenas quatro equipes, o que provoca um equilíbrio e competitividade muito grandes.

 

Confira o resultado da terceira etapa:

1) Jehan Daruvala (Índia), 18 voltas em 31min06s821;

2) Ferdinand Habsburg (Áustria), a 1s177;

3) Artem Markelov (Rússia), a 1s841;

4) Guanyu Zhou (China), a 4s077;

5) Brendon Leitch (Nova Zelândia), a 4s799;

6) Devlin DeFrancesco (Canadá), a 5s287;

7) Kami Laliberté (Canadá), a 6s257;

8) Bruno Baptista (Brasil), 10s711;

9) Lando Norris (Inglaterra), a 33s474;

10) Nicolas Dapero (Argentina), 1 volta;

11) Taylor Cockerton (Nova Zelândia), a 1 volta;

12) Antoni Ptak (Polônia), a 1 volta;

13) Rodrigo Baptista (Brasil), a 1 volta;

14 James Munro (Nova Zelândia), a 1 volta;

15) Timothe Buret (França), a 1 volta;

16) Pedro Piquet (Brasil), a 3 voltas;

17) Theo Bean (EUA), a 4 voltas;

18) William Owen (EUA), a 8 voltas;

19) Julian Hanses (Alemanha), 13 voltas.

 

Confira o resultado da segunda etapa:

1) Lando Norris (Inglaterra), 15 voltas em 25min17s149;

2) Pedro Piquet (Brasil), a 4s066;

3) Guanyu Zhou (China), a 5s306;

4) Artem Markelov (Rússia), a 6s122;

5) William Owen (EUA), a 12s426;

6) Antoni Ptak (Polônia), a 14s046;

7) Timothe Buret (França), a 15s459;

8) Ferdinand Habsburg (Áustria), a 15s799;

9) Bruno Baptista (Brasil), a 16s821;

10) Brendon Leitch (Nova Zelândia), a 17s148;

11) Devlin DeFrancesco (Canadá), a 17s978;

12) Taylor Cockerton (Nova Zelândia), a 21s417;

13) Jehan Daruvala (Índia), a 22s611;

14) Kami Laliberté (Canadá), a 23s543;

15) Julian Hanses (Alemanha), a 25s162;

16) Rodrigo Baptista (Brasil), a 42s292;

17) Nicolas Dapero (Argentina), a 1min12s472;

18) Theo Bean (EUA), a 1 volta;

19) James Munro (Nova Zelândia), a 10 voltas.

Fonte: Organização

 

Veja o calendário da Toyota Racing Series 2016:

16 e 17/1 – Ruapuna Park (Christchurch)

23 e 24/1 – Teretonga Park Raceway (Invercargill)

29 a 31/1 – Hampton Downs (North Waikato)

06 e 07/2 – Taupo Motorsport Park (Taupo)

12 a 14/2 – Manfeild Autocourse (Feilding)

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