Bernie Ecclestone é acusado de subornar banqueiro - Foto: Digital Image

Bernie Ecclestone é acusado de subornar banqueiro – Foto: Digital Image

O cerco em torno de Bernie Ecclestone está se fechando. Acusado por o caso de suborno ao banqueiro Gerhard Gribkowsky, durante as negociações da venda dos direitos comercias da principal categoria do automobilismo mundial, em 2005, o grupo CVC, atual proprietário da F1, afirmou que vai monitorar a situação de Ecclestone, que foi indiciado formalmente por promotores alemães. Ecclestone já havia afirmado em 2012 que, se houvesse contra ele outro processo, provavelmente teria de abrir mão de sua posição de líder da F1.

 

“O Conselho de F1 observa o seguinte diante dos acontecimentos: Bernie Ecclestone já recebeu uma nota de acusação a partir do Tribunal Regional de Munique. E possui seis semanas para dar uma resposta, antes de uma decisão ser tomada pelo Tribunal de Justiça na abertura dos procedimentos”, disse o CVC em nota. “O Conselho continuará a acompanhar de perto a evolução da situação”, concluiu.

 

Gribkowsky também havia sido acusado de manipular a venda da F1, ao grupo CVC. Em um julgamento realizado no ano passado, em Munique, ele foi condenado a oito anos e meio de prisão por evasão de divisas, suborno e quebra de confiança fiduciária. Durante o julgamento, o banqueiro afirmou que estava cumprindo ordens de Ecclestone, que o havia “comissionado” com € 45 milhões (cerca de R$ 130 milhões). À época, Gribkowsky meteu a boca no trombone para não segurar a bronca sozinho, afirmou que estava sendo chantageado por Ecclestone e por isso fez o pagamento.